Agente penitenciário é assassinado na zona oeste do Rio; polícia suspeita de milicianos
DIANA BRITO
Colaboração para a Folha Online, no Rio
Dois homens encapuzados assassinaram na tarde desta segunda-feira o agente penitenciário Wagner Resende de Miranda, 52, a cerca de 50 metros de sua casa, em Campo Grande, zona oeste do Rio. A polícia suspeita que o crime tenha ligação com a atuação de milícias na região.
O sobrinho do agente penitenciário, Rafael de Miranda Fernandes, 28, também foi atingido de raspão por um tiro no braço direito, mas recebeu atendimento no hospital estadual Rocha Farias e já liberado.
O agente penitenciário e o sobrinho andavam pela rua dos Dentistas, no conjunto Village do Tinguí, quando, por volta de 14h, um Fiat Siena prata passou com dois homens encapuzados, que atiraram e fugiram. Miranda morreu na hora. A placa do veículo não foi anotada.
O agente penitenciário morava na mesma rua. Policiais militares e peritos do Instituto Carlos Éboli estiveram no local. De acordo com o RPMont (Regimento de Polícia Montada de Campo Grande), foram encontrados no local cápsulas de pistola 45. O caso foi registrado na 35ª DP (Campo Grande).
Suspeitas
O presidente da CPI das Milícias, deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), disse acreditar que o assassinato de Miranda tenha ligação com a morte do cabo do Corpo de Bombeiros Carlos Alexandre Silva Cavalcanti, conhecido como Gaguinho, ocorrida na manhã desta segunda-feira em Jacarepaguá (zona oeste).
Além de ambos terem sido mortos à queima-roupa por homens encapuzados que estavam em um Fiat Siena prata, o bombeiro está na lista dos indiciados da CPI das Milícias e contribuía com as investigações da 35ª DP sobre o grupo de milicianos conhecido como Liga da Justiça.
Para o deputado, as mortes mostram "um processo de conflito aberto de disputa de milícia muito grave". Mostram que todo o trabalho que nós fizemos é o início ainda do enfrentamento que precisa ser feito às milícias. Há um confronto generalizado por disputa de território sobre o qual o Estado não tem nenhum controle."
Colaboraram ANDRÉ ZAHAR e DENISE MENCHEN, da Folha de S.Paulo, no Rio
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