Polícia ouve dono de barco suspeito de atropelar alemão; Disque-Denúncia oferece recompensa
DIANA BRITO
Colaboração para a Folha Online, no Rio
O Disque-Denúncia do Rio passou a oferecer uma recompensa de R$ 2.000 para quem der informações sobre o paradeiro do condutor da embarcação que atropelou e matou o empresário alemão Christian Wölffer, 70, no dia 31, em Paraty (RJ). Segundo o IML (Instituto Médico Legal), Wölffer foi atingido nas costas e sofreu dois cortes profundos e um superficial.
De acordo com a ONG de combate ao crime, pessoas já ligaram para dar pistas sobre o caso. Se as informações procederem e ajudarem nas investigações da 167 DP (Paraty), o denunciante receberá a recompensa em sigilo, destaca a central do Disque-Denúncia.
O delegado da 167 DP, Alessandro Petralanda, disse à Folha Online que vai ouvir mais um suspeito, vizinho do empresário Luiz Pastore, que hospedou Wölffer, ainda esta semana. Ele é dono de uma embarcação, de médio porte, que foi encontrada na tarde de segunda-feira (5) nas redondezas do acidente, na praia Saco de Mamanguá, em Paraty.
"Já realizamos a perícia nesse barco encontrado ontem, mas temos outros suspeitos também. O proprietário dessa embarcação é vizinho do empresário que hospedou a vítima. Ele deve ser ouvido em breve", afirmou o delegado, que prefere não dar detalhes sobre as investigações.
No domingo (4), a Polícia Civil ouviu um dos suspeitos --um rapaz de 27 anos, radicado em São Paulo--, localizado após informações passadas ao Disque-Denúncia. Ele negou envolvimento no caso.
A data do depoimento dos atores Rodrigo Hilbert e Fernanda Lima também não foi divulgada pela polícia. Os dois estavam hospedados na mesma casa que o alemão e ajudaram a socorrer a vítima após o acidente.
De acordo com informações da 167 DP, Hilbert e Fernanda se jogaram na água para salvar Wölffer, que pedia socorro no mar. O ator, que interpreta o surfista Greg na novela "Três Irmãs", da Rede Globo, levou o empresário até a margem do rio Perequê, mas Wölffer não resistiu aos ferimentos.
Depois de três dias no Laboratório Técnico de Embalsamamento e Formolização, o corpo do alemão foi encaminhado na madrugada de ontem, pela família, para a funerária Santa Casa da Taquara. A filha do empresário estava na cidade para providenciar a documentação do translado do corpo para os Estados Unidos. A data da viagem não foi informada.
Wölffer morava em Hamptons, balneário de luxo próximo à Nova Iorque (EUA). Ele era dono de um dos vinhedos mais conhecidos do mundo nos Estados Unidos, o Wolffer Estate.
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