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Cotidiano
06/01/2009 - 15h00

Promotor avalia denunciar mais duas pessoas por desabamento em obra do Metrô de SP

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CLAYTON FREITAS
da Folha Online

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia e abriu processo contra 13 pessoas pelo desabamento nas obras da estação Pinheiros do metrô de São Paulo, ocorrido em 12 de janeiro de 2007. Outras duas pessoas podem ser incluídas na acusação pelo Ministério Público, segundo o promotor Arnaldo Hossepian Jr.

Nesta terça-feira, a juíza Margot Chrysostomo Correa Begossi aceitou a denúncia contra 13 pessoas por homicídio culposo nas modalidades negligência e imprudência. O promotor também pediu que duas pessoas --uma do Consórcio Via Amarela e outra do Metrô-- sejam ouvidas.

Celso Fonseca Rodrigues, coordenador de produção contratado pela Via Amarela, e Rogério Castilho, do Metrô serão intimados para depor à Polícia Civil. Hossepian Jr. afirmou que irá acompanhar os depoimentos e não descartou a hipótese de os dois também serem denunciados. O promotor não quis dar detalhes sobre a possível participação dos dois e quais denúncias eles podem vir a responder.

Acusação

Entre os denunciados estão Fábio Andreani Gandolfo, diretor do Consórcio Via Amarela e responsável pelo contrato, e Marco Antonio Buoncompagno, do Metrô.

A denúncia cita que Gandolfo era responsável pelo acompanhamento da obra e realizava reuniões periódicas. Segundo a denúncia, ele "negligenciou no exercício de suas atribuições, omitindo-se, pois não acompanhou o dia-a-dia da frente de obra do canteiro Pinheiros, deixando de supervisionar tudo o que lá se desenvolvia, desconsiderando, portanto, as atribuições a ele conferidas por força do contrato assinado entre as partes".

Buoncompagno, à época gerente de construção e projeto da linha 4-Amarela, "tinha o dever de verificar o trabalho desenvolvido pela contratante e avisar a contratante sobre qualquer defeito", diz o documento. "E no tocante ao plano de ação de emergência deficiente... Buoncompagno foi de todo negligente, pois não cobrou dos executores da obra, os profissionais do CVA (Consórcio Via Amarela) retro identificados, um sistema de gerenciamento de risco desenvolvido para salvaguardar a incolumidade física e a vida daqueles que, diariamente, transitavam no entorno do canteiro de obras", afirma a denúncia.

Depois de tomarem conhecimento das denúncias, os acusados terão dez dias para apresentar uma defesa prévia, que será analisada pela Justiça, e o Ministério Público será convocado para se manifestar. Somente após esse prazo é que os agora réus serão ou não obrigados a passar por uma instrução no início do processo em si, quando terão de apresentar as suas testemunhas de defesa.

Arte/Folha
 

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