STJ nega liberdade a acusada de lavar dinheiro do furto ao BC de Fortaleza
da Folha Online
O STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou o pedido de liberdade provisória a Geniglei Alves da Cruz, presa por suspeita de participar da lavagem de parte dos R$ 164 milhões furtados da caixa forte do Banco Central em Fortaleza, em agosto de 2005. Ela pediu para aguardar o julgamento em liberdade.
A 11ª Vara da Justiça Federal do Ceará já havia negado habeas corpus à suspeita, irmã de Antônio Jussivan Alves dos Santos, o Alemão, apontado como um dos líderes da quadrilha que já foi condenado a 49 anos e dois meses de prisão e multa de R$ 6,5 milhões pelo crime.
Segundo o Ministério Público Federal, Cruz movimentou dinheiro e bens muito superiores aos ganhos mensais informados --R$ 800. A Polícia Federal havia encontrado impressões digitais dela dentro da casa de onde partia o túnel utilizado para acessar a caixa forte do Banco Central. A suspeita admitiu ter estado na casa na época do furto, mas negou participação direta como secretária ou cozinheira da quadrilha, segundo o STJ.
Em sua decisão, o ministro Ari Pargendler apontou a complexidade do processo, com um número grande de pessoas envolvidas --96 já foram denunciadas--, a necessidade de análise aprofundada de provas e coleta de depoimento de testemunhas, além da consistência das evidências contra a suspeita, o que justifica a manutenção de sua prisão.
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