Via Amarela alega que ajudou nas investigações de desabamento de estação
da Folha Online
Atualizado às 19h11.
O Consórcio Via Amarela alega que colaborou com as autoridades durante as investigações do desabamento da futura estação Pinheiros do metrô, em janeiro de 2007. Sete pessoas morreram.
Nesta terça-feira a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e abriu processo contra 13 pessoas pelo acidente --funcionários do consórcio e do Metrô.
"O Consórcio Via Amarela vê com serenidade a denúncia do Ministério Público e entende que a Justiça é o foro imparcial e adequado para julgar o caso após a apresentação de provas documentais, materiais e testemunhais que serão feitas oportunamente", diz a nota enviada pelo consórcio.
Os funcionários foram acusados por homicídio culposo nas modalidades negligência e imprudência. O promotor Arnaldo Hossepian Júnior também pediu que outras duas pessoas --uma do Consórcio Via Amarela e outra do Metrô-- sejam ouvidas.
O Via Amarela alega que logo após o acidente priorizou o resgate das vítimas, a acomodação dos desalojados e a indenização das famílias diretamente atingidas pela tragédia. "Em um ano foram solucionados os casos dos envolvidos, sem nenhuma ação na Justiça", afirma a nota.
Por meio de nota, o Metrô informou que ainda não teve acesso ao processo e se manifestará assim que isso ocorrer. A empresa afirma que continuará a colaborar com as investigações.
Processo
O promotor decidiu responsabilizar criminalmente um ex-diretor do Consórcio Via Amarela, um ex-gerente do Metrô de São Paulo e outros 11 técnicos pela cratera.
Para a acusação, Hossepian Jr. utilizou laudos levantados por diversas investigações, com destaque para as conclusões do IC (Instituto de Criminalística). O promotor recebeu o laudo em agosto de 2008, e o documento aponta que a tragédia não foi resultado de uma fatalidade, conforme parecer do Consórcio Via Amarela, responsável pela construção da nova linha de metrô. Segundo o laudo, não há um motivo único do desabamento, mas sim cinco fatores que prevaleceram como causas, além de uma série de outros fatores que contribuíram para o acidente.
A denúncia apresentada pela Promotoria tem 36 páginas. O inquérito policial é composto por nove volumes e 69 anexos, entre eles laudos. Durante as investigações, 66 pessoas foram ouvidas.
Acusados
O desabamento nas obras aconteceu no dia 12 de janeiro de 2007, matando sete pessoas: três que iam a pé para a estação de trem, duas que estavam em uma lotação engolida pelo buraco, um office-boy que circulava pela região e um motorista de caminhão que estava na superfície do canteiro.
O principal nome denunciado --o engenheiro Fábio Andreani Gandolfo-- era, naquela época, diretor do Via Amarela responsável pelo contrato.
Os integrantes do consórcio e do Metrô foram acusados pelo Ministério Público Estadual de negligência e de imprudência, com a argumentação de não terem tomado providências que poderiam evitar a cratera.
Eles foram enquadrados pelo promotor Hossepian em artigos do Código Penal que tratam de desabamento seguido de morte ---homicídio considerado culposo (sem intenção).
A maioria dos acusados é de técnicos, como engenheiros, projetistas e fiscais. Nenhum membro da direção do Metrô foi alvo da denúncia.
| Arte/Folha | ||
![]() |
![]() |
Leia mais sobre o desabamento da estação do metrô
- Consórcio Via Amarela tentou arquivar inquérito civil sobre cratera do Metrô
- Promotor avalia denunciar mais duas pessoas por desabamento em obra do Metrô de SP
- Justiça abre processo contra 13 por desabamento em obra do Metrô de SP
Leia outras notícias da editoria de Cotidiano
- Bombeiros buscam monomotor que desapareceu na região sul fluminense
- Polícia ouve dono de barco suspeito de atropelar alemão; Disque-Denúncia oferece recompensa
- Virose leva 350 pessoas a procurar prontos-socorros em Mongaguá (SP)
- Menina desaparecida em mata é encontrada após 4 dias em Ariquemes (RO)
Especial
- Veja o que existe em nossos arquivos sobre desabamentos
- Navegue no melhor roteiro de cultura e diversão da internet
Livraria



