Publicidade

Cotidiano
06/01/2009 - 22h02

Suspeita de ser falsa esteticista deixa ao menos 6 com lesões graves na pele em GO

Publicidade

CRISTINA MORENO DE CASTRO
da Agência Folha

Uma historiadora de Goiás, que diz ter feito cursos técnicos de estética, é suspeita de vender remédios e de fazer procedimentos restritos a médicos, provocando complicações em ao menos seis pessoas.

Segundo a Polícia Civil, Divanete Alves, 35, fez tratamentos de pele em Goiânia que causaram infecção generalizada em uma cliente, além de sequelas e hematomas em outras pacientes. Ela diz que fez cursos técnicos de estética, mas não apresentou certificados que comprovassem a formação, segundo o delegado Edemundo Dias. Divanete nega as acusações e permanece em liberdade.

Baseado nos depoimentos de seis testemunhas que se apresentaram à delegacia e de outras dez que telefonaram, Dias apontou irregularidades como exercício irregular da medicina, lesão corporal e manipulação de produtos para fins medicinais sem autorização. Este último crime tem pena prevista de até 15 anos de prisão.

Segundo Dias, Divanete vendia cápsulas contra "depressão, estresse e até impotência sexual". Cerca de 30 pílulas foram apreendidas em uma ação da Polícia Civil na semana passada. "Ela oferecia pacote completo, com massagens, acupuntura, tatuagens, uma variada gama", diz o delegado.

Cerca de 200 fichas de clientes, com notas e cheques, estão sob análise da polícia. Em algumas, constavam cobranças de R$ 500 a R$ 7.500 pelos tratamentos estéticos, diz a polícia.

Outro lado

Vanessa Costa, advogada da historiadora, diz que apenas uma das seis testemunhas foi atendida por Divanete. "Não existe nada que comprove que as lesões foram resultado das aplicações que a Divanete fez", afirmou. Ela não soube dizer quais aplicações foram feitas.

A advogada diz ainda que só não apresentou os certificados de cursos de estética feitos por Divanete porque eles não foram pedidos. Segundo Costa, as cápsulas apreendidas pela Polícia Civil eram de medicamentos da própria Divanete e foram retiradas de sua bolsa. O produto será submetido à perícia.

A advogada diz ainda que Divanete "não faz nenhum tipo de procedimento cirúrgico".

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca