Demora para realocação faz abrigados protestarem em Blumenau (SC)
PABLO SOLANO
da Agência Folha
Cerca de cem desabrigados em razão das das chuvas de novembro em Blumenau (SC) protestaram ontem bloqueando a rua em que moravam, no bairro Velha Grande. Os manifestantes pedem mais agilidade da Defesa Civil para realizar a análise das áreas que sofreram desabamentos.
Eles também pedem mais informações da prefeitura sobre qual será o destino deles após o dia 31, quando todos deverão sair das escolas transformadas em abrigos provisórios em razão do início do ano letivo.
| Ricardo Morae-28.nov.2008/AP |
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| Chuvas que atingiram Santa Catarina em novembro deixaram milhares de desabrigados em Blumenau; 135 morreram no Estado |
O líder comunitário responsável pelos protestos, Adriano Pereira, disse que Blumenau deveria seguir o exemplo de Itajaí, que nos primeiros dias após o desastre iniciou a construção de moradias. Pereira, 2º suplente do PT na Câmara de Blumenau, disse que sua casa foi avaliada como de risco pela Defesa Civil, mas, mesmo assim, resolveu voltar.
O secretário de Assistência Social da Criança e do Adolescente, Mário Hildebrand, disse que a situação de locais como Itajaí, afetados por enchentes, é diferente de Blumenau, que sofreu deslizamentos de terra que mataram 24 pessoas. De acordo com ele, áreas de encosta deverão ficar em observação até o final de fevereiro devido ao risco de desmoronamentos.
A prefeitura, segundo o secretário, aguarda recursos federais para comprar terrenos nos quais pretende construir moradias. Hildebrand disse que até o final do mês os 2.100 abrigados serão transferidos para galpões alugados pela prefeitura. Neles, as famílias passarão a viver em moradias improvisadas com quartos e sala.
Os banheiros e refeitórios serão de uso comunitário. As famílias poderão ficar nos galpões em média um ano antes de serem transferidas para moradias definitivas.
Entre esta quinta (8) e a sexta-feira (9), o prefeito João Paulo Kleinübing (DEM) deve visitar o abrigo no qual estão alojados os manifestantes, mas a prefeitura nega que a ida tenha sido motivada pelos protestos.
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