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Cotidiano
07/01/2009 - 22h54

Delegados de polícia estão parados há um mês na Paraíba

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BRENO COSTA
da Agência Folha

Após a greve dos delegados de polícia da Paraíba completar um mês, na segunda-feira (5), o governo estadual decidiu aumentar a pressão para forçar a volta ao trabalho dos manifestantes.

O movimento grevista diz que há ao menos 200 de braços cruzados e mais de 8.000 inquéritos parados. O governo nega e afirma que são apenas cem delegados (de um total de 307 no Estado).

É a primeira grande crise administrativa do governo Cássio Cunha Lima (PSDB) desde que o TSE confirmou sua cassação em novembro. Cunha Lima segue no cargo graças a uma liminar do próprio TSE.

A Secretaria Estadual da Segurança e da Defesa Social espera receber nesta quinta-feira (8) pela manhã uma lista com o nome de todos os delegados faltosos.

O secretário Eitel Santiago diz que, com essa listagem em mãos, determinará o corte de ponto retroativo a 22 de dezembro e a abertura de processos administrativos contra os citados, com o objetivo de excluí-los do serviço público.

"Os apelos que tínhamos que fazer já fizemos. Lamentavelmente esses delegados vão terminar perdendo o emprego. Vamos demitir por abandono de emprego", diz o secretário.

Em 17 de dezembro, a Justiça decidiu que a greve deveria ser suspensa imediatamente, sob pena de pagamento de multa de R$ 3.000 por dia por cada uma das cinco entidades envolvidas. Diante da pressão, os agentes de polícia voltaram ao trabalho.

Além de aumento salarial --hoje, o delegado em início de carreira recebe R$ 5.070--, os grevistas querem a revisão de uma lei aprovada pela Assembleia Legislativa que conferiu poderes de investigação à Polícia Militar paraibana.

A Adepdel (Associação de Defesa das Prerrogativas dos Delegados da Polícia Civil da Paraíba), uma das duas entidades que permanecem puxando a greve, diz que entrará nesta quinta com um recurso no Tribunal de Justiça contestando a decisão do próprio tribunal, que determinou a suspensão da greve e o pagamento de multa.

Em caso de derrota na Justiça, Lameirão diz que será convocada uma assembleia para "verificar qual o entendimento da categoria sobre a situação".

 

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