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Cotidiano
08/01/2009 - 11h33

Tribunal de Justiça determina fim da greve da Polícia Civil no Maranhão

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Colaboração para a Folha Online

O Tribunal de Justiça do Maranhão determinou na noite de quarta-feira (7) que os policiais civis, peritos e agentes penitenciários do Estado retornem ao trabalho e encerrem a greve que teve início na terça-feira (6) para reivindicar mudanças no plano de cargos, carreiras e salários (PCCS).

Os grevistas afirmam que o governo do Estado descumpriu o acordo firmado em 2008 após uma greve de 43 dias, e que o projeto enviado à Assembleia Legislativa não levou em consideração nenhuma das propostas criadas pela comissão.

A decisão do TJ pelo fim da paralisação foi tomada com base o argumento de que o serviço de polícia é essencial para a ordem, e determina que o Sindicato da Polícia Civil, a Associação da Polícia Técnica do Maranhão, a Associação dos Servidores da Polícia Civil e o Sindicato dos Servidores do Sistema Prisional sejam multados em R$ 20 mil, cada uma das instituições, por cada dia de descumprimento da determinação.

Procurado pela Folha Online, representante do Sinpol-MA (Sindicato dos Policiais Civis do Maranhão) afirmou que 30% dos serviços policiais, como os flagrantes de crimes contra a vida e de costumes (casos de violência sexual, por exemplo), estão sendo mantidos desde o início da greve. E acrescentou, "enquanto não houver notificação oficial a greve continua, mas se for decretada a ilegalidade teremos que cumprir e voltar ao trabalho".

O delegado Márcio Affonso Júnior, presidente da Adepol-MA (Associação dos Delegados de Polícia Civil do Maranhão), afirmou que uma assembleia entre delegados vai discutir reajuste salarial e promoções atrasadas, e dependendo decisão da reunião, a categoria também pode entrar em greve a partir de sexta-feira (9).

 

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