Depoimentos de amigos e vizinhos de Lindemberg dura 25 minutos
CLAYTON FREITAS
da Folha Online
Duraram 25 minutos os depoimentos de seis testemunhas de defesa de Lindemberg Alves, 22, acusado pelo cárcere privado e morte de cárcere de sua ex-namorada Eloá Pimentel, 15. Além deles, três PMs arrolados pela defesa de Lindemberg também foram ouvidos.
As seis pessoas --amigos e vizinhos de Lindemberg-- foram ouvidas entre as 14h35 e as 15h. Avelino Nascimento da Silva, Robson Muriel dos Santos, Romerio Francisco de Queiroz Oliveira, Diego Cordeiro dos Santos Silva, Dari Rodrigues da Silva e Elton Nogueira disseram ao juiz José Carlos de França Carvalho Neto, da Vara do Júri e Execuções Criminais de Santo André (Grande São Paulo) que Lindemberg era trabalhador e tinha uma boa conduta.
| Arquivo pessoal |
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| Eloá Cristina Pimentel,15, foi morta após ficar cerca de cem horas refém pelo ex-namorado em Santo André, na Grande SP, em 2008 |
Das testemunhas arroladas pela defesa do rapaz, dois policiais militares não compareceram após alegarem estar de férias. A advogada Ana Lúcia Assad tentou marcar uma data para ouvir os dois PMs em férias, porém, o juiz negou.
Pela manhã foram ouvidas cinco pessoas arroladas pela acusação --Nayara Rodrigues e outros dois rapazes (amigos de Eloá e que também foram rendidos), um policial militar e um irmão de Eloá.
Por volta das 16h, Lindemberg estava do juiz para ser ouvido, mas ainda não havia informações se ele prestava seu depoimento --ele tem o direito de permanecer calado. Antes de entrar para ser ouvido, o acusado almoçou três sanduíches de presunto e queijo e uma jarra de suco de maracujá.
O caso
Inconformado com o fim do namoro de mais de dois anos, Lindemberg decidiu render a ex-namorada no dia 13 de outubro, ao invadir o apartamento dela, em um conjunto habitacional do Jardim Santo André, em Santo André. O desfecho ocorreu cerca de cem horas depois.
| 17.out.2008/Folha Imagem |
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| Lindemberg Alves é preso após PM invadir apartamento; ele responde pela morte de Eloá entre outras acusações |
Na ocasião, Eloá estava em companhia de três amigos --dois garotos liberados no mesmo dia e de Nayara que, apesar de ter sido libertada 33 horas depois, retornou ao apartamento no dia 16 de outubro.
No desfecho do caso, a polícia invadiu o apartamento, alegando ter ouvido um tiro de dentro do imóvel e porque o comportamento de Lindemberg naquele dia estava bastante agressivo. O rapaz atirou contra Eloá e Nayara, causando a morte da ex-namorada e ferindo a amiga dela na boca.
De acordo com o TJ-SP, Lindemberg responde pelos crimes de homicídio qualificado (motivo torpe e recurso que dificultou a ad da vítima), tentativa de homicídio (contra Nayara), cárcere privado e disparo de arma de fogo. Ele permanece preso em Tremembé (147 km de São Paulo) e, nesta quinta, acompanha os depoimentos.
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