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Cotidiano
08/01/2009 - 18h49

Polícia investiga se atual namorado foi estopim para rapaz matar ex em academia

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CAROLINA FARIAS
da Folha Online

A jovem Marina Sanches Garnero, 23, pode ter sido morta na academia onde trabalhava, na zona oeste de São Paulo, porque o ex-namorado, principal suspeito pelo crime, descobriu que ela já estava namorando outro rapaz, investiga a Polícia Civil. O relacionamento da vítima com o ex-namorado era repleto de brigas e ameaças.

"Acho que ele vinha alimentando uma paixão. Não se pode prever os caprichos de uma mente doentia e criminosa. Acho que alimentava isso, tanto é verdade que parece que isso culminou quando ele descobriu que ela estava namorando outro", disse o delegado-titular do 7º Distrito Policial, Jair de Castro Oliveira Vicente.

Marcelo Travitvky Barbosa, 29, foi namorado da vítima desde aproximadamente 1998, quando foi preso pela primeira vez por roubo e condenado há dois anos e oito meses de prisão. Segundo o delegado, a família de Marina disse que ela sempre visitava Barbosa na cadeia, na esperança de que ele se recuperasse.

Ele saiu em liberdade condicional, mas a sequência do relacionamento dos dois foi de ameaças e prisões. Em julho de 2005 Marina fez um termo circunstanciado (boletim de ocorrência sem gravidade) porque foi ameaçada por Barbosa. Em dezembro do mesmo ano ele voltou a ser preso mais uma vez por roubo. Dessa vez foi condenado a sete anos de detenção, segundo o delegado.

De acordo com Vicente, o suspeito novamente conseguiu liberdade condicional. Em maio do ano passado ele voltou a ameaçar Marina e ser denunciado por ela, no entanto, dessa vez ele foi preso porque estava com drogas, mas foi solto novamente. Há também um inquérito policial de ameaça contra Barbosa, baseado em uma representação feita por Marina em novembro do ano passado. Ele chegou a ser intimado, mas não compareceu à delegacia, segundo o delegado.

"Ele não tem mais os pais e morava com o irmão. Trabalhava como motoboy. Não dá para dizer se ele é dependente de drogas. O advogado dele disse que vai nos ajudar e convencê-lo a se entregar", afirmou Vicente.

De acordo com o delegado, muitas testemunhas e a família de Marina ainda precisam ser ouvidas para pedir a prisão temporária de Barbosa. "Em contra-partida vou oficiar ao juiz da Vara de Execuções Criminais tentando suspender o benefício do regime aberto", disse.

Crime

De acordo com a SSP, uma testemunha afirmou, em depoimento, que Barbosa viu Garnero com o atual namorado na noite de terça-feira (6) e, num ataque de ciúmes, afirmou que a mataria no dia seguinte.

O crime aconteceu por volta das 22h de quarta-feira (7), quando Barbosa entrou na academia, localizada na rua Guaicurus, onde a ex-namorada era recepcionista disparou diversas vezes contra a jovem. Ela chegou a ser socorrida e encaminhada para o hospital Sorocabana, onde morreu.

A Polícia Civil não informou o nome do advogado de defesa de Barbosa.

 

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