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Cotidiano
08/01/2009 - 19h46

Ação de suspeito que matou jovem em academia levou segundos, dizem testemunhas

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CAROLINA FARIAS
da Folha Online

Marina Sanches Garnero, 23, assassinada na academia, na noite de ontem (7), onde trabalhava, na zona oeste de São Paulo, foi baleada nas costas e depois de estar caída no chão. Não houve discussão, ela não chegou a ver o agressor chegando. "Foi tudo muito rápido, uns 15 segundos", disseram duas testemunhas ouvidas pela Folha Online. A Polícia Civil prendeu Marcelo Travitvky Barbosa, 29, na noite desta quinta-feira.

"Escutei o primeiro tiro, ecoou porque essa construção [academia] é toda de cimento. Foi onde fica o balcão, onde ela [Marina] estava de costas. Foi coisa de segundos. Ele subiu [a rua], matou e desceu em 15 segundos. Foram quatro disparos. Ele deu o primeiro tiro e depois, quando ela já estava caída, ele se debruçou sobre o balcão e deu mais três tiros. Saiu a pé, calmamente", disseram o restaurador de carros antigos Paolo Vitelli, 35, e seu ajudante de 17 anos. Eles viram o crime da oficina onde trabalham, em frente à recepção da academia, que fica na Lapa.

Para Vitelli, o autor dos disparos pode ter guardado a moto no estacionamento da própria academia. "Eu fui atrás dele. Ele saiu andando, não saiu apressado. Não dava para ver a cara dele porque ele estava com um capuz. Não cheguei a ver o rosto, mas todo mundo [no bairro] sabe quem é ele", disse o restaurador.

As brigas entre Marina e Barbosa eram frequentes, segundo Vitelli, que presenciou a última delas no dia anterior ao crime. "Eles tinham problemas há muito tempo. No dia anterior deu um "pau' aí, com polícia, de novo. Eles ficaram até meia-noite no maior "bate-boca'. Ele [Barbosa] ofendendo ela, chamando de vagabunda, falando que ia matá-la. Ele a aterrorizava", disseram as testemunhas.

Os restauradores que presenciaram o crime disseram acreditar que o suspeito planejou o crime, pela rapidez com que agiu. "Tava tudo programado, está "na cara'. Ele fez a coisa muito rápida, certinha. Não houve uma palavra. Ele chegou do nada e "pegou' ela de costas. A avistou e já deu o primeiro disparo e quando ela caiu, deu mais tiros. Ele aproveitou o final do horário [da academia], quando já tinha menos pessoas aí dentro. Aqui passa pouca polícia", afirmaram a testemunhas.

Crime

De acordo com a SSP, uma testemunha afirmou, em depoimento, que Barbosa viu Garnero com o atual namorado na noite de terça-feira (6) e, num ataque de ciúmes, afirmou que a mataria no dia seguinte.

O suspeito tem duas condenações por roubo e estava em liberdade condicional. Contra ele, Marina também havia feito duas denúncias por ameaças e uma representação, também por ser ameaçada por Barbosa.

O crime aconteceu por volta das 22h de quarta-feira (7), quando Barbosa entrou na academia, localizada na rua Guaicurus, onde a ex-namorada era recepcionista disparou diversas vezes contra a jovem. Ela chegou a ser socorrida e encaminhada para o hospital Sorocabana, onde morreu.

A Polícia Civil não informou o nome do advogado de defesa de Barbosa.

A academia onde ocorreu o crime está fechada por luto e deve reabrir as portas nesta sexta-feira (9). Um dos funcionários do local disse que todos que trabalham na academia estão muito abalados com o crime.

 

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