Suspeito de matar ex-namorada em academia usou drogas antes do crime, diz defesa
LEONARDO FEDER
colaboração para a Folha Online
Marcelo Travitvky Barbosa, 29, preso sob acusação de ter assassinado a ex-namorada em uma academia de São Paulo na última quarta-feira (7), usou drogas antes de cometer o crime e se mostrou arrependido durante o depoimento à polícia, de acordo com seu advogado, Stefenson Cardoso de Almeida.
O corpo de Marina Sanches Garnero, 23, foi enterrado às 11h15 desta sexta no cemitério Memorial Parque Paulista, em Embu (Grande São Paulo).
Segundo o advogado, a condição de dependente de cocaína e álcool torna o rapaz semi-imputável, ou seja, a pessoa tem consciência do que é crime, mas não consegue se controlar. Barbosa saiu recentemente de uma clínica de recuperação.
| André Vicente/Folha Imagem |
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| Marcelo Travitvky Barbosa, 29, suspeito de matar ex-namorada em academia, na zona oeste de São Paulo; ele foi preso na quinta (8) |
De acordo com o advogado, Barbosa roubou R$ 1,20 para comprar crack na primeira vez em que foi preso.
Almeida disse também que vai solicitar a transferência do acusado para a prisão especial no 13º Distrito na Casa Verde (zona norte de São Paulo), pois seu cliente tem curso superior --Barbosa é bacharel em direito. Detido com a arma do crime, ele foi encarcerado inicialmente no 91º DP (Ceasa), mas a Secretaria da Segurança Pública informou que ele foi transferido para o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Osasco (Grande SP).
Relacionamento
Barbosa foi namorado da vítima desde aproximadamente 1998, quando foi preso pela primeira vez por roubo e condenado a dois anos e oito meses de prisão. Segundo o delegado-titular do 7º Distrito Policial, Jair de Castro Oliveira Vicente, responsável pelo caso, a família de Marina disse que ela sempre visitava Barbosa na cadeia, na esperança de que ele se recuperasse. Em 2005 ele voltou a ser preso novamente por roubo.
Quando saiu da cadeia, em liberdade condicional, Barbosa foi alvo de denúncias por parte de Marina por ameaças. Ela registrou dois termos circunstanciados (boletim de ocorrência em menor potencial ofensivo) e abriu uma representação contra ele, também por ameaça.
"Ele não tem mais os pais e morava com o irmão. Trabalhava como motoboy. Não dá para dizer se ele é dependente de drogas. O advogado dele disse que vai nos ajudar e convencê-lo a se entregar", afirmou Vicente, pouco antes de o suspeito ser preso pela polícia.
De acordo com o delegado, testemunhas e a família de Marina ainda precisam ser ouvidas. "Em contrapartida vou oficiar ao juiz da Vara de Execuções Criminais tentando suspender o benefício do regime aberto", disse.
Crime
De acordo com a SSP, uma testemunha afirmou, em depoimento, que Barbosa viu Garnero com o atual namorado na noite de terça-feira (6) e, num ataque de ciúmes, afirmou que a mataria no dia seguinte.
O crime aconteceu por volta das 22h de quarta-feira (7), quando Barbosa entrou na academia, localizada na rua Guaicurus, onde a ex-namorada era recepcionista disparou diversas vezes contra a jovem. Ela chegou a ser socorrida e encaminhada para o hospital Sorocabana, onde morreu.
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