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Cotidiano
09/01/2009 - 16h32

Quinze presos fogem de penitenciária no Maranhão durante greve da Polícia Civil

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Colaboração para a Folha Online

A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão informou na tarde desta sexta-feira que 15 presos da CCPJ (Central de Custódia de Presos de Justiça) do município de Pedrinhas (MA) fugiram na madrugada de hoje. A fuga aconteceu no mesmo dia em que a Polícia Civil decidiu manter a greve da categoria por tempo indeterminado.

Segundo a secretaria, os presos usaram barras de ferro para cavarem um túnel que deu acesso ao lado de fora da penitenciária. Um guarda percebeu a movimentação na avenida do lado de fora da prisão, por volta das 4h, e iniciou a perseguição. Três detentos foram recapturados e 15 conseguiram fugir.

A secretaria acrescentou que a redução do efetivo de agentes penitenciários, devido à greve, facilitou que os presos cavassem um túnel sem que fosse percebido. Os policiais civis, peritos e agentes penitenciários do Estado estão em greve desde a terça-feira (6) para reivindicar mudanças no plano de cargos, carreiras e salários (PCCS).

Os grevistas afirmam que o governo do Estado descumpriu o acordo firmado em 2008 após uma greve de 43 dias, e que o projeto enviado à Assembleia Legislativa não levou em consideração nenhuma das propostas criadas pela comissão.

Na quarta-feira (7), o Tribunal de Justiça do Maranhão determinou que a categoria retomasse os trabalhos. Caso a determinação não fosse atendida, os sindicatos --Sindicato da Polícia Civil, a Associação da Polícia Técnica do Maranhão, a Associação dos Servidores da Polícia Civil e o Sindicato dos Servidores do Sistema Prisional-- poderiam ser multados em R$ 20 mil por cada dia de paralisação.

Mesmo assim, a categoria se reuniu na manhã desta sexta-feira e decidiu pela manutenção da greve por tempo indeterminado. Procurado pela Folha Online, o Sinpol-MA (Sindicato dos Policiais Civis do Maranhão) afirmou que a categoria entende que a determinação do TJ exige apenas a manutenção dos serviços essenciais que, segundo ele, já estão sendo mantidos pelo efetivo de 30% que continua atuando no Estado.

Os delegados da Polícia Civil, que não entraram na greve até o momento, afirmaram que vão se reunir no fim da tarde desta sexta-feira para discutir reajuste salarial e promoções atrasadas, e dependendo decisão da reunião, a categoria também pode aderir a greve a partir de hoje.

 

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