Polícia ouve acusado de decepar parte de dedo de aluna; advogado diz que foi fatalidade
Colaboração para a Folha Online, no Rio
da Folha de S.Paulo, no Rio
A Polícia Civil ouviu nesta segunda o professor voluntário Aliomar Baleeiro Filho, acusado de ter decepado a ponta do dedo médio da mão esquerda de uma menina de 10 anos, aluna da escola municipal Roma, em Copacabana, zona sul do Rio.
Baleeiro Filho foi ouvido por aproximadamente duas horas e deixou a delegacia sem dar entrevistas. Seu advogado, Flávio Lerner, afirmou que ele não teve a intenção de ferir a garota e classificou o caso como uma fatalidade.
"A aluna tentou sair da sala e a porta bateu nas costas dele. O colégio é antigo, por isso a porta é pesada. Em nenhum momento ele quis fechar a porta no dedo dela."
A menina, no entanto, acusa o professor de empurrar propositalmente a porta da sala de aula quando tentava deixar o local para ir ao banheiro.
"Pedi para ir ao banheiro e ele falou que não. (...) Fui abrir a porta e ele veio com a mão esticada para fechar. Só que a minha mão [a direita] ficou presa. Falei: "Minha mão", e puxei a porta com a outra, que acabou ficando presa também. Aí ele ficou batendo com as costas [na porta] e na última vez foi tão forte que arrancou um pedaço do meu dedo", conta a menina.
O caso ocorreu no dia 22 de agosto de 2008. A garota passou os dois dias seguintes internada no hospital Miguel Couto. Voltou a frequentar as aulas após um mês. Filho do ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Aliomar Baleeiro (1971-1973), o professor foi afastado após o caso.
A diretora da escola, Leila Maria Cavalcante, também já foi ouvida pela polícia e relatou que nunca houve reclamações contra o professor, que era voluntário na escola havia três anos, dando aulas de reforço de matemática.
O caso foi registrado inicialmente como lesão corporal culposa (sem intenção) e encaminhado ao 4º Jecrim (Juizado Especial Criminal). Porém, com a chegada do exame de corpo de delito, indicando a perda da falange, o juiz responsável determinou a abertura de inquérito policial.
*Leia mais sobre o caso:
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