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Cotidiano
12/01/2009 - 14h56

Delegada vê crime doloso em caso de professor acusado de decepar parte de dedo de aluna

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DIANA BRITO
Colaboração para a Folha Online, no Rio

O professor voluntário Aliomar Baleeiro Filho, acusado por uma aluna de 10 anos de ter decepado a ponta do dedo médio de sua mão esquerda, responderá por lesão corporal dolosa (com intenção), informou nesta segunda-feira a delegada Martha Rocha, da 12ª DP (Copacabana, zona sul do Rio).

O professor prestou depoimento por aproximadamente duas horas e, na saída, não deu entrevistas. Seu advogado, Flávio Lerner, afirmou que ele não teve a intenção de ferir a garota e classificou o caso como uma fatalidade.

"A aluna tentou sair da sala e a porta bateu nas costas dele. O colégio é antigo, por isso a porta é pesada. Em nenhum momento ele quis fechar a porta no dedo dela."

A delegada, no entanto, vê crime doloso. "Ele teve uma conduta dolosa, já que permaneceu de costas para a criança. Acho que não foi uma fatalidade. Ele nem soube dizer qual dedo foi atingido."

Segundo ela, o inquérito deve ser relatado em uma semana. Caberá ao Ministério Público denunciar (acusar formalmente) ou não o professor à Justiça.

O caso

O caso ocorreu no dia 22 de agosto de 2008 na escola municipal Roma, em Copacabana. A menina acusa o professor de empurrar propositalmente a porta da sala de aula quando tentava deixar o local para ir ao banheiro.

"Pedi para ir ao banheiro e ele falou que não. (...) Fui abrir a porta e ele veio com a mão esticada para fechar. Só que a minha mão [a direita] ficou presa. Falei: "Minha mão", e puxei a porta com a outra, que acabou ficando presa também. Aí ele ficou batendo com as costas [na porta] e na última vez foi tão forte que arrancou um pedaço do meu dedo", conta a menina.

Filho do ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Aliomar Baleeiro (1971-1973), o professor foi afastado após o caso. A diretora da escola, Leila Maria Cavalcante, também já foi ouvida pela polícia e relatou que nunca houve reclamações contra o professor, que era voluntário na escola havia três anos, dando aulas de reforço de matemática.

O caso foi registrado inicialmente como lesão corporal culposa (sem intenção) e encaminhado ao 4º Jecrim (Juizado Especial Criminal). Porém, com a chegada do exame de corpo de delito, indicando a perda da falange, o juiz responsável determinou a abertura de inquérito policial.

Com Folha de S.Paulo, no Rio

 

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