Jovem que matou universitário em porta de boate em Goiânia continua foragido
TALITA BEDINELLI
da Agência Folha
Um estudante de farmácia foi morto com um tiro na cabeça na madrugada de domingo (11) após uma briga na porta de uma boate em Goiânia (GO). Outro jovem, amigo do estudante, também foi atingido por um tiro, mas passa bem. Até a noite desta segunda-feira, o autor dos disparos continuava foragido.
Segundo a polícia, Higor Bruno Borges Esteves e o amigo Marcondes José da Silva, ambos de 23 anos, estavam na boate Santafé Hall, no setor Bueno, bairro de classe média alta de Goiânia, quando começaram a discutir com quatro homens, que acusavam Marcondes de ter olhado para uma mulher que os acompanhava.
A briga foi separada por seguranças. Os quatro homens deixaram o local e ficaram aguardando na porta da boate a saída de Higor e Marcondes.
Quando os dois jovens saíram, por volta das 3h, a briga recomeçou. Ainda de acordo com a polícia, Gedielson Rodrigues, 23, sacou uma arma e disparou cerca de 20 tiros em direção aos dois rapazes. Um deles atingiu Higor na cabeça, que morreu na hora. Outro acertou Marcondes de raspão na barriga. O rapaz foi levado para um hospital, mas já teve alta.
Após os disparos, Gedielson e os amigos Fabiano Alves Neia, 30, Ocilmar Soares Eduardo, 23, e Jeferson Henrique Silva, 24, fugiram.
Fabiano e Olcimar foram capturados pela polícia, ainda perto da boate. Jeferson foi preso em casa. Os três foram levados para a Delegacia de Homicídios, em Goiânia, e responderão por homicídio doloso qualificado e tentativa de homicídio. Até o final da tarde de hoje, Gedielson, que é filho de um policial militar, estava foragido.
Imagens de câmeras localizadas na saída da boate mostram o momento da briga e dos disparos. Elas serão utilizadas como prova no inquérito policial.
Passagens
De acordo com a delegada Adriana Ribeiro Barros, da Delegacia de Homicídios, Gedielson já tem passagens na polícia por homicídio, roubo e tráfico de drogas.
Olcimar, segundo ela, é hacker e era procurado pela Polícia Federal suspeito de furto qualificado por fraude. Fabiano também tinha passagens por tráfico de drogas e estelionato.
A polícia não soube informar o nome dos advogados dos jovens presos. As famílias deles não foram localizadas hoje pela reportagem.
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