Justiça decreta prisão de suspeito de matar estudante em boate em Goiânia
da Folha Online
A Justiça de Goiás decretou a prisão temporária do suspeito de matar o estudante de farmácia Higor Bruno Borges Esteves, 23, e de atirar contra o representante comercial Marcondes José da Silva, na madrugada de domingo (11), na saída da boate Santafé Hall, em um bairro de classe média alta em Goiânia. Gedielson Rodrigues, 22, é acusado de disparar 18 vezes na porta da boate e de fugir após o crime. Ele ainda não foi localizado.
De acordo com a delegada Adriana Ribeiro de Barros, da Delegacia de Investigações de Homicídios, Rodrigues tem antecedentes criminais por tráfico de drogas, roubo receptação de veículo, além de ser acusado de um homicídio ocorrido em 2005, também em Goiânia.
| Divulgação |
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| Gedielson Rodrigues, 22, suspeito de matar rapaz na porta de boate em Goiânia |
O suspeito é filho de um cabo da Polícia Militar e chegou a enfrentar agentes da Delegacia de Repressão a Narcóticos ano passado durante um flagrante de tráfico de drogas na casa dele, no Jardim Nova Esperança. Segundo a Polícia Civil, a mãe de Rodrigues foi presa recentemente por receptação de veículo roubado.
Na tarde de segunda-feira (12), a gerência da boate forneceu imagens do circuito de segurança, composto por 27 câmeras localizadas no caixa e na saída da casa. Com as imagens, a delegada pretende individualizar a ação de cada um dos envolvidos.
Prisões
Pouco depois do crime, a Polícia Militar prendeu o comerciante Fabiano Alves Néia, 30,o auxiliar técnico Jefferson Henrique Silva, 24, e Olcimar Soares Eduardo, 23, em uma caminhonete, que estava próxima ao local.
Olcimar, segundo a polícia, é hacker e era procurado pela Polícia Federal suspeito de furto qualificado por fraude. Fabiano também tinha passagens por tráfico de drogas e estelionato.
Os três foram levados para a Delegacia de Homicídios e foram autuados em flagrante pelos por homicídio e tentativa de homicídio crimes. Eles não quiseram prestar depoimento inicialmente, mas, segundo a delegada, Jefferson quer ser ouvido, o que deve acontecer hoje. Ontem, o representante comercial baleado foi ouvido pela delegada.
Ele contou que estava com a noiva e casais de amigos na boate e que na saída, Fabiano o aguardava e o agrediu a chutes e murros, com a ajuda de Jefferson. Soares, que ficou ao lado assistindo as agressões, gritou para que Rodrigues fosse até o carro buscar uma arma.
O rapaz foi visto por testemunhas deixando o local, indo até um Siena prata e retornando já armado com uma pistola calibre 380, de acordo com a polícia. Ele teria feito 18 disparos contra a multidão na porta da boate.
Segundo a delegada, momentos após, as cenas gravadas pelo circuito de segurança da boate mostram que Olcimar gesticula para que Rodrigues pare de atirar a esmo e mire nas vítimas, que rolavam no chão com os agressores. Marcondes foi atingido de raspão por um tiro e Esteves, com um tiro na nuca. Ele morreu na hora.
De acordo com a polícia, outras duas testemunhas, uma delas um policial que estava no local, confirmaram a mesma versão.
A Folha Online telefonou para os advogados dos suspeitos, mas ninguém atendeu.
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