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Cotidiano
15/01/2009 - 11h06

Ela parecia morta, diz enfermeira sobre recém-nascida achada em São Paulo

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do Agora

A enfermeira auxiliar do hospital Leonor Mendes de Barros que colocou a menção de óbito fetal no prontuário da recém-nascida Geovanna Vida Alves Goes, após o nascimento da criança, afirmou à polícia na segunda-feira que, apesar de não ter ouvido a informação dos médicos, as circunstâncias do parto a levaram a escrever a frase.

De acordo com o delegado André Pimentel, que investiga o caso, a enfermeira disse, em seu segundo depoimento à polícia, que as condições da criança depois do nascimento aparentavam óbito, como a cor roxeada e ter ficado com a cabeça presa dentro do útero por cerca de 20 minutos.

Além disso, ela também disse, segundo o delegado, ter ouvido dos obstetras que a pulsação do cordão umbilical havia parado.

Ainda de acordo com Pimentel, a enfermeira, entretanto, não é a única responsável por ter sentenciado a morte da criança. Ela explicou que um dos médicos responsáveis pelo parto afirmou que a criança estava morta, mas não mencionou a frase "óbito fetal".

O delegado acrescenta que as investigações sobre o caso estão encerradas e que os depoimentos serão analisados pela junta médica legal. Segundo ele, quando a sindicância interna do hospital e a investigação do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) estiverem concluídas, serão enviadas à Justiça.

A menina, que havia sido dada como morta, foi vista se mexendo por faxineira no último dia 2 de janeiro, após ficar quatro horas sozinha na sala cirúrgica.

 

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