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Cotidiano
15/01/2009 - 12h39

Família de ciclista atropelada na Paulista decide doar corpo para estudo

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FERNANDA PEREIRA
da Folha Online

A família da ciclista Márcia Regina de Andrade Prado, 40, que morreu atropelada ontem na avenida Paulista, afirmou nesta quinta-feira que o corpo será doado à Escola Paulista de Medicina para estudos.

Segundo Maria Fernanda de Andrade, tia da vítima, a ciclista sempre quis ser doadora de órgãos, o que foi impossibilitado pela demora de aproximadamente quatro horas para a remoção do corpo. A família, então, decidiu fazer a doação para estudos.

Por volta das 12h, o corpo permanecia no IML (Instituto Médico Legal). Cerca de dez parentes aguardavam no local a autorização da Justiça para a doação.

De acordo com Maria Fernanda, o fato de a morte ser considerada violenta dificultou a doação, pois o corpo poderia ser considerado uma prova.

Desde junho de 2008, a ciclista participava dos encontros da Bicicletada, um passeio realizado toda última sexta-feira do mês pela cidade, partindo da praça do Ciclista, na Paulista.

André Pasqualini, participante do evento, afirma que Márcia era uma das mais engajadas nas causas e eventos promovidos pelo grupo. "Ela sempre participava dos nossos eventos.

A ciclista foi atropelada por um ônibus, que trafegava no sentido Consolação, por volta das 11h50. O Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado, mas não chegou a tempo de socorrer a vítima, que morreu no local.

Integrantes da Bicicletada avisaram a família sobre o acidente. "Um de nossos parceiros passou pelo local e reconheceu a bicicleta de Márcia", afirmou Pasqualini.

Após a morte, ciclistas programaram atos para hoje e para amanhã na região da avenida Paulista.

 

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