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Cotidiano
16/01/2009 - 10h10

Ciclistas programam novo ato em São Paulo após morte de colega

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da Folha Online

Ciclistas programaram para o início da noite desta sexta-feira uma manifestação em memória da colega Márcia Regina de Andrade Prado, 40, que foi atropelada por um ônibus, na última quarta (14), na avenida Paulista.

O grupo deve se reunir às 18h na praça do Ciclista --na avenida Paulista com a rua da Consolação-- e, por volta das 20h, iniciar uma pedalada.

Fernando Donasci - 15.jan.2009/Folha Imagem
Ciclistas fazem homenagem a mulher que morreu atropelada quarta-feira por um ônibus; família doou corpo para faculdade de SP
Ciclistas fazem homenagem a mulher que morreu atropelada quarta-feira por um ônibus; família doou corpo para faculdade de SP

Na noite de quinta (15), cerca de 150 pessoas participaram de um ato em homenagem a Márcia. Na ocasião, ciclistas protestaram contra o que chamam de "falta de respeito diário" a que as pessoas que andam de bicicleta são submetidas na cidade.

"Todos sofremos com violência no trânsito. Falta conscientização, falta respeito. Os motoristas nem sequer sabem que devem manter distância de 1,5 metro dos ciclistas nas ruas", disse Sílvio (que preferiu não revelar seu sobrenome), 30, matemático.

Para André Pasqualini, que organiza as "bicicletadas" na cidade, além da falta de conhecimento sobre as leis que protegem os ciclistas, a impunidade pelas mortes no trânsito piora o quadro da violência nas ruas.

De acordo com o último levantamento disponível da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), em 2006, 85 ciclistas morreram no trânsito em São Paulo.

Doação

A família de Márcia levou flores e velas ao ato em sua homenagem. Também ontem, a família da ciclista doou o corpo para a Escola Paulista de Medicina de São Paulo.

"Esse era o desejo da Márcia, ou doar os órgãos para alguém ou para uma faculdade. Como demoraram 'à beça' para retirar o corpo [da avenida], tivemos de doar para a faculdade", disse a aposentada Maria Regina de Andrade, 65, mãe da vítima.

O corpo de Márcia levou quatro horas para ser retirado da avenida Paulista por um carro do IML (Instituto Médico Legal). A mãe da ciclista também enfrentou a demora para liberar o corpo da filha no IML para a doação.

Para a assessoria da SSP (Secretaria de Segurança Pública), a remoção do corpo está dentro dos padrões. A média é de três horas a partir do atendimento das polícias Militar, Civil e Científica até a chegada do IML --cuja unidade central fica a 2 km.

 

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