17/04/2002
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11h15
Um detento morreu carbonizado nesta manhã em rebelião no presídio Valdomero Cavalcanti, considerado de segurança máxima, no bairro do Tabuleiro, em Maceió.
O preso José Djelson, 35, conhecido como "Salame" e considerado delator pelos colegas de presídio, foi esfaqueado e jogado sobre colchões em chamas. Ele havia sido condenado por tráfico e porte de arma, e tinha quatro anos de pena para cumprir antes de ganhar a liberdade.
Segundo a Secretaria da Justiça e Cidadania de Alagoas, a rebelião começou por volta das 8h e foi controlada às 10h30, após negociação com os rebelados.
O presídio é dividido em quatro módulos, abriga 440 detentos e não está superlotado. A rebelião atingiu cerca de 40 detentos do módulo onde ficam presos ameaçados e outros que sofreram punição disciplinar _por cometer delito no presídio, como tentar fugir.
Os detentos punidos, sem direito a visitas e banho de sol, lideraram o motim. Eles pediram a saída do diretor do presídio e alegaram que estavam no "castigo" há vários meses. Segundo a secretaria, a lei permite que esses presos fiquem até 90 dias no "castigo".
Os rebelados saíram das celas, atearam fogo em colchões e mataram Djelson. Eles ameaçaram explodir um botijão de gás. O secretário da Justiça, Tutmêss Airan, e Everaldo Patriota, da Comissão Estadual de Direitos Humanos, negociaram com os amotinados.
Eles garantiram que o Bope (Batalhão de Operações Especiais) não invadiria o presídio e os rebelados não sofreriam punições após a rebelião. O secretário afirmou que vai analisar se o diretor permanecerá ou não no cargo e avaliará a situação dos detentos no "castigo".
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da Folha OnlineUm detento morreu carbonizado nesta manhã em rebelião no presídio Valdomero Cavalcanti, considerado de segurança máxima, no bairro do Tabuleiro, em Maceió.
O preso José Djelson, 35, conhecido como "Salame" e considerado delator pelos colegas de presídio, foi esfaqueado e jogado sobre colchões em chamas. Ele havia sido condenado por tráfico e porte de arma, e tinha quatro anos de pena para cumprir antes de ganhar a liberdade.
Segundo a Secretaria da Justiça e Cidadania de Alagoas, a rebelião começou por volta das 8h e foi controlada às 10h30, após negociação com os rebelados.
O presídio é dividido em quatro módulos, abriga 440 detentos e não está superlotado. A rebelião atingiu cerca de 40 detentos do módulo onde ficam presos ameaçados e outros que sofreram punição disciplinar _por cometer delito no presídio, como tentar fugir.
Os detentos punidos, sem direito a visitas e banho de sol, lideraram o motim. Eles pediram a saída do diretor do presídio e alegaram que estavam no "castigo" há vários meses. Segundo a secretaria, a lei permite que esses presos fiquem até 90 dias no "castigo".
Os rebelados saíram das celas, atearam fogo em colchões e mataram Djelson. Eles ameaçaram explodir um botijão de gás. O secretário da Justiça, Tutmêss Airan, e Everaldo Patriota, da Comissão Estadual de Direitos Humanos, negociaram com os amotinados.
Eles garantiram que o Bope (Batalhão de Operações Especiais) não invadiria o presídio e os rebelados não sofreriam punições após a rebelião. O secretário afirmou que vai analisar se o diretor permanecerá ou não no cargo e avaliará a situação dos detentos no "castigo".
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