PM diz que situação voltou ao normal em Paraisópolis, mas mantém operação
MARINA NOVAES
da Folha Online
A situação na favela de Paraisópolis, onde na segunda-feira moradores montaram barricadas e entraram em confronto com a polícia, voltou ao normal nesta terça. A afirmação é do coronel Izaul Segalla Jr., subcomandante do policiamento na cidade de São Paulo. Apesar disso, o patrulhamento permanece reforçado na comunidade.
O efetivo da Polícia Militar na favela, que chegou a cerca de 330 homens na tarde de hoje, diminuirá em 30% durante a madrugada, afirma o coronel. As equipes devem manter as rondas pelas ruas de Paraisópolis e revistas a moradores.
| Danilo Verpa/Folha Imagem |
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| PMs patrulham ruas de favela de Paraisópolis, na zona oeste de São Paulo, após vandalismo e confrontos registrados ontem |
O tumulto de ontem, de acordo com a PM, foi motivado pela morte de um morador, abordado pela polícia no domingo (1º) com um carro roubado. A PM diz que ele teria resistido, mas moradores contestaram.
No confronto de segunda, quatro policiais militares e ao menos um morador ficaram feridos. Três dos PMs, feridos a tiros, permanecem internados.
Nove pessoas que foram detidas por envolvimento nos atos de vandalismo foram libertadas horas depois, após prestarem depoimento. "As noves pessoas foram liberadas porque não havia provas contra eles, mas as investigações continuam e o inquérito segue agora na Polícia Civil", afirmou o coronel.
Tranquilidade
O estouro de rojões na comunidade, no começo da tarde desta terça, colocou a polícia em alerta. Ao menos uma escola dispensou os alunos após receber supostas ameaças por telefone.
Entre a tarde e a noite de hoje, no entanto, a situação foi de aparente tranquilidade na favela. Os moradores circulavam normalmente e o comércio estava aberto.
Operação
Em visita nesta terça-feira à favela, o secretário de Estado da Segurança, Ronaldo Marzagão, anunciou que será feita uma ação nos moldes da Operação Saturação, realizada em outras regiões ao longo de 2008. A operação deve entrar em vigor nesta quarta (4).
Marzagão sobrevoou por diversas vezes a área de Paraisópolis e também afirmou que situação é de normalidade.
Segundo o secretário, a operação ocorrerá por tempo indeterminado com a finalidade de esclarecer os crimes praticados na segunda. A prefeitura removeu da favela sete caminhões com entulhos usados pelos manifestantes em barricadas, além de quatro carros e uma Kombi --os veículos foram queimados.
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