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Cotidiano
04/02/2009 - 07h41

PM implementa Operação Paraisópolis e aumenta efetivo para 400 policiais

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colaboração para a Folha Online

A Polícia Militar implementou desde o início da manhã desta quarta-feira a Operação Paraisópolis, que tem o objetivo de coibir novos tumultos na comunidade, localizada na zona oeste de São Paulo. O efetivo aumentará para 400 policiais e 100 carros. Na segunda-feira (2), um confronto na favela entre moradores e policiais terminou com quatro PMs feridos --três deles baleados e ao menos um morador ferido.

A operação terá os mesmos moldes da Operação Saturação, realizada em outras regiões ao longo de 2008. Durante a entrada do comboio dos carros de polícia no início desta manhã, o tráfego na marginal Pinheiros ficou interditado do Jaguaré até a ponte do Morumbi.

Danilo Verpa/Folha Imagem
PMs patrulham ruas de favela de Paraisópolis, na zona oeste de São Paulo, após vandalismo e confrontos registrados na segunda
PMs patrulham ruas de favela de Paraisópolis, na zona oeste de SP, após vandalismo e confrontos registrados na segunda-feira (2)

De acordo com o secretário de Estado da Segurança, Ronaldo Marzagão, a operação ocorrerá por tempo indeterminado com a finalidade de esclarecer os crimes praticados na segunda. O governador de São Paulo em exercício, desembargador Roberto Antonio Vallim Bellocchi, anunciou ontem que a situação na comunidade estava sob controle.

A Polícia Civil de São Paulo investiga a hipótese de que o quebra-quebra na favela de Paraisópolis pode ter começado a mando de um traficante ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital).

A PM informou que, além do aumento do efetivo na favela, o policiamento será feito com um helicóptero, 20 cavalos e quatro cães. Um posto de comando foi montado na praça Moacyr Nicodemos.

Protesto

Para a PM, o protesto de segunda foi orquestrado e teve como motivo a morte de um morador da favela e fugitivo da polícia, em suposto confronto com policiais militares no domingo (1º).

Segundo balanço da Subprefeitura de Campo Limpo, foram retirados sete caminhões com entulho deixado pelos manifestantes ontem. Foram montadas barricadas e veículos foram queimados. Foram removidos quatro carros e uma Kombi.

O presidente da União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis, Gilson Rodrigues, diz que ainda conversa com lideranças para confirmar o real motivo da manifestação. Segundo ele, a PM não ocupava a favela desde 2002, quando um projeto levou a polícia à comunidade por 15 dias.

 

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