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Cotidiano
04/02/2009 - 17h41

PM se reúne com moradores de Paraisópolis para discutir operação na favela

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da Folha Online

Após o tumulto na favela de Paraisópolis, na zona oeste de São Paulo, a Polícia Militar se reúne com líderes comunitários da região para, segundo eles, explicar os objetivos da Operação Saturação --que teve início hoje no local e que conta com a presença de 400 homens e 100 carros. O número é superior ao que o secretário de Estado da Segurança, Ronaldo Marzagão, anunciou ontem.

A ação foi deflagrada devido a atos de vandalismo ocorridos na segunda-feira (2). Um confronto na favela entre moradores e policiais terminou com quatro PMs feridos --três deles baleados e ao menos um morador ferido.

Fernando Donasci/Folha Imagem
PM diz que situação voltou ao normal em Paraisópolis, mas mantém operação; governo anuncia Operação Saturação após tumulto
PM diz que situação voltou ao normal em Paraisópolis, mas mantém operação; governo anuncia Operação Saturação após tumulto

De acordo com a PM, a reunião tem como objetivo esclarecer aos moradores de que forma a operação irá afetar a rotina na região. Apesar da operação, o governo de São Paulo defende que a situação já foi controlada.

Hoje, um adolescente foi detido e outro foi revistado seis vezes.

"Tem dias que a gente chega da balada de madrugada e os policiais já saem do carro batendo, dando coronhada na cabeça e xingando de vagabundo", afirmou o adolescente, que não quis se identificar.

Operação

A tenente Cibele Marsola, da área de relações públicas da PM, informou hoje que o trabalho da chamada Operação Saturação é composto por três linhas principais.

A primeira é composta pela presença de 300 homens da tropa de choque e outros 100 do policiamento de área que permanecem por tempo indeterminado no local. A segunda é a de dar continuidade ao trabalho de inteligência executado pela Rota, e o terceiro, é a montagem de bloqueios em 33 pontos da favela para revista de pessoas suspeitas.

"A operação visa garantir a segurança das pessoas que moram na região e também é uma resposta aos atos de vandalismo", afirmou Marsola.

Ainda não há um balanço parcial da operação. A Polícia Civil de São Paulo investiga a hipótese de que o quebra-quebra na favela de Paraisópolis pode ter começado a mando de um traficante ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital).

Outra versão

Para a PM, o protesto de segunda foi orquestrado e teve como motivo a morte de um morador da favela e fugitivo da polícia, em suposto confronto com policiais militares no domingo (1º).

Segundo balanço da Subprefeitura de Campo Limpo, foram retirados sete caminhões com entulho deixado pelos manifestantes ontem. Foram montadas barricadas e veículos foram queimados. Foram removidos quatro carros e uma Kombi.

O presidente da União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis, Gilson Rodrigues, diz que ainda conversa com lideranças para confirmar o real motivo da manifestação. Segundo ele, a PM não ocupava a favela desde 2002, quando um projeto levou a polícia à comunidade por 15 dias.

 

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