Dois adolescentes são detidos no primeiro dia de operação em Paraisópolis
da Folha Online
O primeiro dia da Operação Saturação, da Polícia Militar, na favela de Paraisópolis (zona oeste de São Paulo) terminou com dois adolescentes detidos --ambos foragidos da Fundação Casa (antiga Febem). De acordo com a PM, um deles foi recolhido pela manhã e o outro, no início da noite de hoje.
De acordo com o órgão, uma terceira pessoa também foi detida por suspeita de tráfico de drogas.
A ação foi deflagrada devido a atos de vandalismo ocorridos na segunda-feira (2). Um confronto na favela entre moradores e policiais terminou com quatro PMs feridos --três deles baleados e ao menos um morador ferido.
| Almeida Rocha/Folha Imagem |
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| PM realiza rondas na favela de Paraisópolis, onde houve confrontos na última segunda (2); 400 homens trabalham no local |
Segundo balanço da operação até as 19h de hoje, a PM abordou 402 pessoas durante a operação, vistoriou 111 motos e 57 carros; além de sete estabelecimentos comerciais. Nove máquinas de caça-níqueis também foram apreendidas; além de 1,7 kg de maconha, 72 papelotes de cocaína e 75 comprimidos de ecstasy.
Operação
A tenente Cibele Marsola, da área de relações públicas da PM, informou hoje que o trabalho da chamada Operação Saturação é composto por três linhas principais.
A primeira é composta pela presença de 300 homens da tropa de choque e outros 100 do policiamento de área que permanecem por tempo indeterminado no local. A segunda é a de dar continuidade ao trabalho de inteligência executado pela Rota, e o terceiro, é a montagem de bloqueios em 33 pontos da favela para revista de pessoas suspeitas.
A Polícia Civil de São Paulo investiga a hipótese de que o quebra-quebra na favela de Paraisópolis pode ter começado a mando de um traficante ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital).
Outra versão
Para a PM, o protesto de segunda foi orquestrado e teve como motivo a morte de um morador da favela e fugitivo da polícia, em suposto confronto com policiais militares no domingo (1º).
Segundo balanço da Subprefeitura de Campo Limpo, foram retirados sete caminhões com entulho deixado pelos manifestantes ontem. Foram montadas barricadas e veículos foram queimados. Foram removidos quatro carros e uma Kombi.
O presidente da União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis, Gilson Rodrigues, diz que ainda conversa com lideranças para confirmar o real motivo da manifestação. Segundo ele, a PM não ocupava a favela desde 2002, quando um projeto levou a polícia à comunidade por 15 dias.
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