Burocracia impede liberação de casas interditadas perto de prédio da Renascer
da Folha Online
Fora de suas casas há 19 dias, alguns dependendo de favores de amigos e parentes, e outros, em hotéis, moradores de oito casas localizadas ao lado do prédio da sede da igreja Renascer, no Cambuci (centro de São Paulo), ainda precisam solicitar um documento na Subprefeitura da Sé para poderem retornar às suas casas.
O teto do templo desabou no último dia 18, provocando nove mortes e deixando mais de cem feridos. As residências foram interditadas pois algumas foram atingidas por pedaços que se desprenderam do teto.
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Segundo o coronel Orlando Camargo, coordenador da Defesa Civil Municipal, eles obrigatoriamente têm de fazer o pedido de encerramento da interdição do imóvel. Para isso, terão de ir até o balcão de atendimento da subprefeitura da Sé, preencher um formulário e aguardar a decisão da subprefeitura.
Somente após o pedido deste documento, ocorrerá a visita de um técnico. Ele irá vistoriar as condições do imóvel para saber se os moradores não correm riscos ao entrar nas casas. O coronel informou que o trâmite e a rapidez da liberação depende dos proprietários do imóvel. Até por volta das 12h30, nenhuma família havia voltado para sua casa.
A parede de cerca de 12 metros da lateral esquerda --que tombou parcialmente e corria o risco de desabar sobre as casas-- já foi desbastada e agora está com 1,5 metro, segundo o coronel. "Foram retirados todos os riscos das paredes caírem", disse Camargo.
Perícia
A liberação da área para que os moradores pudessem voltar dependia da finalização do trabalho da perícia realizado pela Polícia Técnico-Científica no local.
Os trabalhos da perícia da Polícia Técnico-Científica de São Paulo nos escombros foram concluídos no início da noite de terça (3).
A previsão inicial era de que os trabalhos da perícia nos escombros terminasse na segunda-feira (2), porém, uma pane no guindaste utilizado pelos operários para reagrupar as estruturas do telhado apresentou um problema técnico, e o trabalho teve de ser prorrogado.
Das 14 estruturas existentes no telhado, oito foram retiradas e colocadas em um estacionamento anexo para serem reagrupadas. As estruturas ficavam entre o palco e os fundos da igreja.
Os trabalhos seguem agora para o IC (Instituto de Criminalística) onde serão analisados os materiais coletados nos destroços da igreja.
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