STJ concede habeas corpus, e Gil Rugai deixa penitenciária em São Paulo
da Folha Online
O ex-seminarista Gil Rugai, acusado de matar o pai e a madrasta em São Paulo, deixou por volta das 16h50 desta terça-feira a penitenciária de Tremembé (147 km de São Paulo), beneficiado por uma decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça).
O crime ocorreu em 2004, na casa das vítimas. O rapaz, que foi preso após o crime e chegou a ser colocado em liberdade depois, voltou a ser preso em setembro de 2008, após uma reportagem da TV Record revelar que ele tinha ido morar em Santa Maria (RS) sem informar as autoridades sobre a mudança de endereço.
| Anderson Prado - 29.mar.2004/Folha Imagem |
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| Gil Rugai, acusado de matar o pai e madrasta em São Paulo, consegue habeas corpus |
Na segunda (9), o ministro Arnaldo Esteves Lima, da 5ª Turma do STJ, concedeu a liminar sob a afirmação de que o fato não justifica a prisão. "O fato de haver residido, nesse período, tanto no Rio de Janeiro quanto em Santa Maria (RS), não evidencia, por si só, ânimo de fuga. Quisesse fazê-lo, e teve bastante tempo para tanto, já o teria feito", disse o relator.
Crime
O empresário Luiz Rugai e a mulher, Alessandra Troitino, foram assassinados a tiros em casa, em Perdizes (zona oeste de São Paulo) em 2004. Apontado como principal suspeito do crime, Gil Rugai ficou preso por dois anos até ser libertado por ordem do STF (Supremo Tribunal Federal) em junho de 2006.
A investigação da polícia apontou vários indícios contra Gil Rugai. Exames realizados em uma marca de sapato deixada na porta da sala de vídeo --onde o empresário teria tentado se esconder e que foi arrombada-- apontara que quem arrombou a porta teria lesões no pé. O IC (Instituto de Criminalística) realizou então exames de ressonância magnética da planta do pé de Gil, que apontaram tais lesões.
Além das provas colhidas na casa, a polícia levantou a hipótese de o crime ter ligação com o afastamento de Gil da empresa do pai, a Referência Filmes. O ex-seminarista estaria envolvido em um desfalque de cerca de R$ 100 mil na empresa e, por isso, teria sido demitido de seu departamento financeiro. A madrasta, segundo o gerente do banco onde a Referência Filmes tinha conta, proibiu que ele a movimentasse.
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