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Cotidiano
12/02/2009 - 13h50

Ministro diz que agressão contra brasileira na Suíça remete ao "horror do holocausto"

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da Agência Brasil
da Folha Online

Atualizado em 18/02/2009 às 17h58.

O ministro Paulo Vannuchi, da SEDH (Secretaria Especial dos Direitos Humanos), afirmou nesta quinta-feira que o caso da brasileira agredida na Suíça por três homens brancos e carecas que pareciam skinheads traz de volta "o horror do holocausto".

"Não pode haver tolerância com os intolerantes", disse o ministro. Vannuchi afirmou que a cônsul do Brasil em Zurique, Vitória Meier, obteve uma resposta "desaforada" de autoridades policiais no país e, por isso, precisou recorrer a instâncias superiores.

"Certamente, a autoridade brasileira pressionará para que haja respeito da autoridade policial que tratou mal a brasileira. É preciso investigação rigorosa e punição exemplar. O crime foi gravíssimo, tem conotação neofascista e traz de volta a temática dos direitos humanos e o horror do holocausto."

Agressão

A bacharel em direito brasileira Paula Oliveira, 26, foi atacada na noite de segunda-feira (9). A vítima, que estava grávida de gêmeos, já obteve a confirmação, pelo hospital, de que perdeu os bebês.

A assessoria do Itamaraty informou que ela já recebeu alta do hospital e está na casa onde mora em Dübendorf, pequena cidade a cerca de cinco quilômetros de Zurique, onde também trabalha. O ataque ocorreu quando ela estava na estação de trem da cidade.

Ela foi espancada e teve parte do corpo retalhado por estilete. Quando foi abordada, a bacharel em direito, que é branca, falava ao celular em português com a mãe, que mora no Brasil, o que faz aumentar a suspeita de que o grupo que a atacou é composto por simpatizantes nazistas. Um dos agressores tinha uma suástica na cabeça.

Com Folha de S.Paulo

 

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