Leia íntegra do comunicado feito pela polícia de Zurique sobre o caso da brasileira ferida
colaboração para a Folha Online
Atualizado em 18/02/2009 às 17h37.
A bacharel em direito brasileira Paula Oliveira, 26, afirma ter sido agredida por três supostos skinheads em uma estação de metrô nos arredores de Zurique, na Suíça, na última segunda-feira (9), depois de conversar com a mãe, ao telefone, em português.
Ela diz que estava grávida de três meses de gêmeos e que, devido às agressões, sofreu aborto no banheiro da estação. A brasileira, que permanece internada, está acompanhada da família, que sustenta a versão apresentada à polícia.
Polícia suíça diz que exames comprovaram inexistência de gravidez em brasileira ferida
Família e amigos consideram absurda tese de automutilação de brasileira ferida na Suíça
Logo após a agressão, Oliveira tirou várias fotos dos locais do corpo que teriam sido alvo dos criminosos. Os supostos agressores teriam escrito os símbolos do partido, SVP (Partido do Povo Suíço), com estiletes nos braços, pernas e barriga da brasileira.
Nesta sexta-feira, autoridades de Zurique negaram a gravidez e afirmaram que a brasileira não estava grávida e que os cortes foram provocados por automutilação.
Leia a íntegra do comunicado.
*
"Como já tinha sido divulgado, os funcionários policiais de uma viatura de patrulha da Polícia Municipal de Zurique (Suíça) foram chamados à Estação ferroviária de Stettbach, onde encontraram a presença de uma cidadã brasileira, de 26 anos de idade, apresentando vários cortes superficiais na pele.
A mulher explicou aos agentes policiais que tinha sido agredida por três sujeitos masculinos e que tinha sido ferida por uma faca. Mais ainda explicou que tinha estado grávida de três meses e que tinha abortado os fetos de gêmeos no banheiro público daquela estação ferroviária.
As circunstâncias que causaram tais feridas continuam não esclarecidas. As intensas e complexas investigações do corpo da Polícia Municipal de Zurique, como também do Instituto de Medicina Forense da Universidade de Zurique, continuam ser seguidas com rigor.
Entretanto já se constituíram os primeiros resultados de inquérito policiais e médicos. Os especialistas e as especialistas do corpo da Polícia Municipal de Zurique já conseguiram interrogar a mulher em questão, como também outras pessoas, de forma extensa. Por motivo de proteção à personalidade, como também por motivo de tática de investigação policial, não se fornecem ainda nenhuns particulares sobre o conteúdo de tais interrogatórios.
Especialistas do Serviço Científico da Polícia Municipal de Zurique, como também os técnicos de criminalística da Polícia Cantonal de Zurique, abrigaram vários vestígios na noite de segunda-feira, dia 9 de fevereiro de 2009.
As avaliações das mesmas continuam ser efetuadas, e ulteriores apurações de natureza criminalística ainda estão pendentes. No âmbito da busca imediata nas proximidades do local, na noite da citada segunda-feira, no bairro de Schwamendingen em Zurique, três homens foram submetidos a um controle pelos agentes da Polícia Municipal de Zurique.
Na ocasião de tal controle porém, não se manifestou nenhuma suspeita urgente que tivesse justificada a detenção dos mesmos. Os exames médicos efetuados pelo Instituto de Medicina Forense e pelo próprio Hospital Universitário de Zurique mostraram que a mulher de 26 anos de idade, no momento do incidente, não se encontrava no estado de gravidez.
As apurações relativas aos cortes na pele ainda não foram concluídas de forma definitiva. O Instituto de Medicina Forense, por via de integração dos resultados de investigação já existentes e ainda pendentes, está em fase de esclarecimento sobre a questão se a suposição, do ponto de vista de medicina legal, é aquela de ferimento causado por terceiro, ou aquela de autoflagelação.
É improvável que as complexas investigações já se possam concluir nos próximos dias. Por este motivo, a polícia pede compreensão que por em quanto não sejam fornecidas outras informações.
A mulher de 26 anos de idade, se encontra hospitalizada para receber os devidos cuidados. Entretanto, algumas pessoas da família dela chegaram do Brasil, que já se encontram em contato permanente com ela.
A polícia mantém a chamada de testemunhas. Qualquer pessoa que possa ter feito observações competentes na noite de segunda-feira, dia 9 de fevereiro de 2009, por volta das 19:30 horas, junto da Estação ferroviária de Stettbach, é intimada a se comunicar com a Polícia Municipal de Zurique, por via do telefone 0 444 117 117, ou em qualquer outro posto de polícia."
Leia mais sobre o caso
- Legista diz que brasileira se mutilou e que caso consta na literatura médica
- Após declarações da polícia, brasileiros se dividem sobre passeata na Suíça
- Ela está em estado de choque", diz pai de brasileira agredida na Suíça
Leia outras notícias da editoria de Cotidiano
- Grupo de 80 pessoas ataca guardas municipais no Rio com paus e pedras
- Em 48 horas, Polícia Rodoviária apreende 748 kg de maconha no PR
Especial
- Veja o que existe em nossos arquivos sobre xenofobia
- Navegue no melhor roteiro de cultura e diversão da internet
Livraria

