Polícia suíça diz que exames comprovaram inexistência de gravidez em brasileira ferida
colaboração para a Folha Online
Atualizado em 18/02/2009 às 17h35.
A polícia de Zurique, na Suíça, afirmou nesta sexta-feira que exames médicos realizados pelo Instituto de Medicina Forense comprovaram a inexistência de gravidez da bacharel em direito brasileira Paula Oliveira, 26, supostamente atacada por skinheads em uma estação de trem nesta segunda-feira (9).
Leia íntegra do comunicado feito pela polícia de Zurique
Família e amigos rechaçam tese de automutilação
| Reprodução/TV Globo |
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| A bacharel em direito Paula Oliveira, 26, diz ter sido atacada por neonazistas nos arredores de Zurique, Suíça; polícia fala em automutilação |
"Os exames médicos efetuados pelo Instituto de Medicina Forense e pelo próprio Hospital Universitário de Zurique mostraram que a mulher de 26 anos de idade, no momento do incidente, não se encontrava no estado de gravidez", informa o comunicado publicado no site da polícia.
As autoridades informaram que as investigações do caso estão em andamento. "O Instituto de Medicina Forense, por via de integração dos resultados de investigação já existentes e ainda pendentes, está em fase de esclarecimento sobre a questão se a suposição, do ponto de vista de medicina legal, é aquela de ferimento causado por terceiro, ou aquela de autoflagelação."
Segundo a polícia, as investigações serão concluídas nos próximos dias. "Por este motivo, a polícia pede compreensão para que não sejam fornecidas outras informações", afirma a polícia, que fornece o telefone 0 444 117 117 para denúncias anônimas.
Outro lado
Nesta sexta-feira, os familiares afirmaram a tese apresentada pela polícia é absurda. "A situação tem de ser vista com cuidado. A família está apreensiva. Acho que é um absurdo o autoflagelo", afirmou um primo da bacharel em direito, o universitário Tales Oliveira. Ele é filho de Silvio, tio de Paula.
| Reprodução/TV Globo |
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| Siglas de partido marcadas com estilete nas pernas de Oliveira |
Segundo diz, a família não entrou em contato hoje com o advogado Paulo Oliveira, pai da jovem, que está na Suíça com a mãe de Paula. O pai da brasileira é separado da mãe da jovem e mantém união com uma outra mulher.
Tales afirma que familiares souberam das declarações do perito pela imprensa. Ele disse que a jovem nunca apresentou problemas psiquiátricos ou comportamentos diferentes do habitual. "Era normal", disse.
Partido
O porta-voz do partido SVP (Partido do Povo Suíço), Alain Hauert, disse que a versão apresentada pela bacharel em direito brasileira, de que teria sido espancada por skinheads do partido --em uma estação de trem em Zurique-- é falsa.
"Como a polícia anunciou, Oliveira não estava grávida e ainda há muitas dúvidas sobre a sua vida na Suíça. Por último, parte da versão apresentada é falsa. Neste momento, a polícia irá continuar as investigações para descobrir o crime exato que foi cometido", afirmou Hauert, em uma entrevista enviada à Folha Online, por e-mail.
Hauert afirmou ainda que o partido não está envolvido nas investigações e que o poder da mídia pode ter influenciado a investigação do caso. Segundo o porta-voz, "a imprensa pode ter influenciado a opinião internacional baseada em acusações falsas, o que é uma tendência muito ruim".
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