Brasileira ferida pode ser presa por até três anos, diz promotor suíço
MATHEUS MAGENTA
Colaboração para a Folha Online
A brasileira Paula Oliveira, 26, considerada pela Promotoria de Zurique, suspeita de ter induzido a autoridade judiciária ao erro, pode ser presa por até três anos, de acordo com o promotor responsável pelo caso.
Paula diz que estava grávida de gêmeos e afirma ter sofrido aborto após ataque de um grupo de neonazistas, no último dia 9. A polícia suíça afirma que a brasileira não estava grávida na ocasião e sugeriu automutilação.
Em entrevista à Folha Online, o promotor Marcel Frei disse que a brasileira pode ficar presa por até três anos ou pagar uma multa, se for considerada culpada pela Justiça suíça.
Ela foi enquadrada no artigo 304 do Código Penal suíço, que trata do crime de induzir a autoridade judiciária ao erro. A brasileira não poderá deixar o país durante a investigação, já que a identidade e o passaporte dela foram bloqueados pela Promotoria.
Segundo ele, o próximo passo da investigação, agora sob responsabilidade da Promotoria, é ouvir Paula "o mais rápido possível" sobre o ocorrido no último dia 9.
| Reprodução/TV Globo |
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| A brasileira Paula Oliveira, 26, diz ter sido atacada por neonazistas nos arredores de Zurique, Suíça; polícia fala em automutilação |
"Eu preciso ouvir diretamente dela sobre o que aconteceu naquele dia", disse. Segundo ele, a denúncia de agressão feita pela brasileira continua a ser investigada, mas ainda não há nenhum suspeito.
O Tribunal de Zurique já atribuiu um advogado à defesa da brasileira.
A Folha Online tentou inúmeras vezes contato com o pai da brasileira, Paulo Oliveira, mas não teve sucesso.
Alta médica
A brasileira recebeu alta na noite desta terça-feira (17) da clínica de Zurique, Suíça, onde se recuperava dos ferimentos. Segundo o pai da moça, Paulo Oliveira, sua filha já sabe que a polícia suíça desmentiu a versão de que estava grávida no dia em que o ataque teria ocorrido e suspeita que ela tenha provocado os ferimentos que atribui a três neonazistas. As conclusões da polícia a deixaram "indignada", contou o pai.
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