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Cotidiano
28/02/2009 - 15h32

Explosão em sede da PF em Manaus (AM) pode ter sido armadilha, diz associação

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da Agência Brasil

O artefato que explodiu ao ser manuseado por peritos da Polícia Federal (PF) em Manaus (AM), no início da noite desta sexta-feira, pode ter sido uma armadilha, disse Octavio Brandão Caldas Netto, presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF). A explosão deixou três mortos e um ferido.

Segundo Netto, esta possibilidade somente poderá ser comprovada após a conclusão dos trabalhos periciais. A perícia no local da explosão está a cargo da Polícia Civil e da PF no Estado. Inicialmente, a hipótese é de acidente de trabalho.

"Pelo que fui informado, o cilindro que explodiu havia despertado suspeitas de funcionários dos Correios de Manaus. Eles o furaram e encontraram um pó. Realizaram então, como é de praxe, um teste preliminar para identificar cocaína, e o resultado foi positivo. Em seguida encaminharam o cilindro à Superintendência da PF no estado", explicou o presidente da APCF.

A explosão ocorreu quando os peritos do setor técnico-científico da PF de Manaus manuseavam o cilindro.

"Foi uma explosão fortíssima, que matou o colega Antônio Carlos Oliveira, um perito com 14 anos de experiência na atividade. Pode ter sido uma armadilha, mas é ainda necessário apurarmos para esclarecer se o motivo da explosão foi uma bomba ou um gás inflamável", disse Brandão.

Colega de turma de Oliveira durante o curso de formação para peritos, o diretor técnico-científico da PF, Paulo Roberto Fagundes, está a caminho de Manaus juntamente com peritos do Instituto Nacional de Criminalística (INC) e com o diretor geral da PF, Luiz Fernando Corrêa.

"Montamos uma equipe de sete peritos que analisarão o local, e só teremos informações embasadas a partir da próxima semana. Portanto é cedo para qualquer tipo de conclusão", disse Fagundes momentos antes de embarcar para Manaus.

O perito Marcos Antônio Mota Ferreira estava em uma sala ao lado no momento da explosão e teria sofrido apenas ferimentos leves. Ele ainda está sob observação.

"É um fato lamentável, decorrente do risco que sempre corremos ao exercer nossas atividades", declarou Brandão.

 

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