Corpo de perito morto na explosão do laboratório da PF de Manaus é enterrado
colaboração para a Folha Online
O corpo do perito Maurício Barreto da Silva Júnior --vítima da explosão no laboratório no prédio da sede da Polícia Federal em Manaus (AM)-- foi enterrado na manhã deste domingo no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, na região metropolitana de Recife (PE).
Familiares e amigos da vítima se reuniram durante a madrugada no mesmo local para velar o corpo. O perito morreu por volta das 14h (horário de Brasília) de ontem (28). Ele passou por cirurgia na sexta-feira (27), mas não resistiu aos ferimentos. O perito estava internado desde a noite da última sexta.
Além de Maurício, outros dois peritos --Max Neves Nunes e Antônio Carlos de Oliveira-- também estavam no laboratório no momento da explosão. Um quarto perito ficou ferido.
Nunes morreu na tarde de sábado. A equipe médica do Hospital 28 de Agosto realizou uma cirurgia no paciente na sexta e disse que fez tudo que era possível para tentar salvar a vida da vítima. Seu corpo foi para Santarém, no Pará, onde será enterrado.
O corpo de Oliveira --morto na sexta-feira-- foi velado na Câmara Municipal de Manaus e enterrado na cidade na tarde de sábado. Ele também foi levado ao hospital e morreu na sexta-feira.
Ferido
O perito Marcos Antônio Mota Ferreira, que estava em uma sala ao lado no momento da explosão no laboratório da Polícia Federal em Manaus (AM) na sexta (27), também ficou ferido, e recebeu alta após ser medicado.
Ele disse que não lembra de muitos detalhes do acidente que matou três pessoas e o deixou ferido.
"Foi tudo muito rápido na hora da explosão. Tudo ficou escuro, tudo estava caindo, os objetos caindo, a divisória da parede explodindo, é só o que eu me lembro", disse Ferreira.
Durante a entrevista, Ferreira demonstrou dificuldade na fala. Ele disse que sofreu lesões nas costas, na perna e no peito e se recupera dos ferimentos em casa.
Acidente
A explosão, que foi seguida de um incêndio, aconteceu por volta das 18h30. Segundo a Polícia Federal, os peritos trabalhavam em uma carga apreendida no momento da explosão.
O laboratório fica no setor técnico. A carceragem e as salas dos delegados não chegaram a ser atingidas.
A perícia no local da explosão está a cargo da Polícia Civil e da PF no Estado. Inicialmente, a hipótese é de acidente de trabalho.
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