16/05/2002
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15h24
O ministro da Justiça, Miguel Reale Júnior, anunciou hoje que será criada uma força-tarefa para combater a violência no Rio de Janeiro. O motivo para a criação foi o atentado contra a Secretaria de Direitos Humanos, na noite da última terça-feira. Um pessoa ficou ferida.
Nesta madrugada, dois Postos de Policiamento Comunitário da PM em favelas do Rio também foram atacados a tiros de fuzil, por supostos traficantes.
O ministro disse que já estão sendo enviados ofícios a autoridades competentes e que a força-tarefa contará com a cooperação das Forças Armadas. "Será feito um trabalho de inteligência com relação ao crime organizado no Rio de Janeiro", afirmou.
Em princípio, a força-tarefa, que será formada por integrantes da Polícia Federal, polícias rodoviárias Federal e Estadual, Receita Federal, Ministério Público e Forças Armadas, será restrita ao Rio. Porém, Reale Júnior acredita que a iniciativa será reproduzida em outros Estados.
Para o ministro, o atentado é uma demonstração de inconformismo por parte dos criminosos com as medidas que estão sendo tomadas na política de segurança pública.
Suspeita
Há suspeitas de que o atentado contra a secretaria do Rio teria sido cometido por integrantes da facção PCC (Primeiro Comando da Capital), de São Paulo, aliados a integrantes da facção Comando Vermelho (CV), do Rio.
O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Saulo de Castro Abreu Filho, disse ontem que não há indicação de que criminosos do Rio tenham se "inspirado" no PCC.
Ocupantes de motos e de um carro dispararam tiros de fuzil e atiraram uma granada contra o prédio por volta das 21h30 de terça-feira. Um segurança da secretária Wânia Sant'Anna foi baleado.
Os criminosos deixaram dois cartazes na frente do edifício, onde funciona uma repartição do Desipe (Departamento do Sistema Penitenciário). Em um dos cartazes havia a inscrição "Comando Vermelho", uma das facções criminosas que atuam no Rio. No outro, alertavam que não vão "tolerar a opressão contra companheiros".
Tiros e granada
Hoje, dois postos de policiamento comunitário da PM em favelas do Rio foram atacados a tiros de fuzil por supostos traficantes.
No posto da praia de Ramos (zona norte) os bandidos usaram uma granada do mesmo modelo da utilizada no ataque à Secretaria de Direitos Humanos, anteontem.
Segundo a PM, mais de 40 tiros foram disparados contra o posto e um policial foi ferido na perna. O outro ataque foi na favela da Rola, em Santa Cruz (zona oeste).
Nota de solidariedade
Além das medidas anunciadas pelo ministro Reali Júnior, o CNDM (Conselho Nacional dos Direitos da Mulher) divulgou nota de solidariedade à secretária de Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro, Wânia Sant'ana, pelo atentado contra o prédio da secretaria.
Wânia Sant'ana é conselheira do CNDM e tomou posse como secretária de Direitos Humanos no mês de abril, quando Benedita da Silva assumiu o Governo do Estados do Rio de Janeiro.
"Por lutarmos contra a violência de todos os tipos, vimos repudiar o atentado criminoso ocorrido contra a Secretaria Estadual dos Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro. Apresentamos nossa solidariedade e preocupação com relação a esse atentado e esperamos que esse lamentável episódio seja rapidamente esclarecido", diz trecho da nota.
Com informações de Ricardo Mignone, de Brasília
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da Folha OnlineO ministro da Justiça, Miguel Reale Júnior, anunciou hoje que será criada uma força-tarefa para combater a violência no Rio de Janeiro. O motivo para a criação foi o atentado contra a Secretaria de Direitos Humanos, na noite da última terça-feira. Um pessoa ficou ferida.
Nesta madrugada, dois Postos de Policiamento Comunitário da PM em favelas do Rio também foram atacados a tiros de fuzil, por supostos traficantes.
O ministro disse que já estão sendo enviados ofícios a autoridades competentes e que a força-tarefa contará com a cooperação das Forças Armadas. "Será feito um trabalho de inteligência com relação ao crime organizado no Rio de Janeiro", afirmou.
Em princípio, a força-tarefa, que será formada por integrantes da Polícia Federal, polícias rodoviárias Federal e Estadual, Receita Federal, Ministério Público e Forças Armadas, será restrita ao Rio. Porém, Reale Júnior acredita que a iniciativa será reproduzida em outros Estados.
Para o ministro, o atentado é uma demonstração de inconformismo por parte dos criminosos com as medidas que estão sendo tomadas na política de segurança pública.
Suspeita
Há suspeitas de que o atentado contra a secretaria do Rio teria sido cometido por integrantes da facção PCC (Primeiro Comando da Capital), de São Paulo, aliados a integrantes da facção Comando Vermelho (CV), do Rio.
O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Saulo de Castro Abreu Filho, disse ontem que não há indicação de que criminosos do Rio tenham se "inspirado" no PCC.
Ocupantes de motos e de um carro dispararam tiros de fuzil e atiraram uma granada contra o prédio por volta das 21h30 de terça-feira. Um segurança da secretária Wânia Sant'Anna foi baleado.
Os criminosos deixaram dois cartazes na frente do edifício, onde funciona uma repartição do Desipe (Departamento do Sistema Penitenciário). Em um dos cartazes havia a inscrição "Comando Vermelho", uma das facções criminosas que atuam no Rio. No outro, alertavam que não vão "tolerar a opressão contra companheiros".
Tiros e granada
Hoje, dois postos de policiamento comunitário da PM em favelas do Rio foram atacados a tiros de fuzil por supostos traficantes.
No posto da praia de Ramos (zona norte) os bandidos usaram uma granada do mesmo modelo da utilizada no ataque à Secretaria de Direitos Humanos, anteontem.
Segundo a PM, mais de 40 tiros foram disparados contra o posto e um policial foi ferido na perna. O outro ataque foi na favela da Rola, em Santa Cruz (zona oeste).
Nota de solidariedade
Além das medidas anunciadas pelo ministro Reali Júnior, o CNDM (Conselho Nacional dos Direitos da Mulher) divulgou nota de solidariedade à secretária de Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro, Wânia Sant'ana, pelo atentado contra o prédio da secretaria.
Wânia Sant'ana é conselheira do CNDM e tomou posse como secretária de Direitos Humanos no mês de abril, quando Benedita da Silva assumiu o Governo do Estados do Rio de Janeiro.
"Por lutarmos contra a violência de todos os tipos, vimos repudiar o atentado criminoso ocorrido contra a Secretaria Estadual dos Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro. Apresentamos nossa solidariedade e preocupação com relação a esse atentado e esperamos que esse lamentável episódio seja rapidamente esclarecido", diz trecho da nota.
Com informações de Ricardo Mignone, de Brasília
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