16/05/2002
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20h09
da Folha de S.Paulo, no Rio
A proposta do ministro da Justiça, Miguel Reali Júnior, de criar uma força-tarefa envolvendo Forças Armadas e Polícia Federal para combater o crime organizado no Rio não agradou a governadora Benedita da Silva (PT). Ao receber hoje um telefonema do ministro, ela limitou-se a dizer que estudará a idéia.
"Eu agradeci ao ministro, mas, no momento, ainda não temos essa política determinada. Se houver alguma necessidade, nós buscaremos", afirmou a governadora, acrescentando que o Estado, por enquanto, "trabalha com a Polícia Civil e a Polícia Militar".
A força-tarefa também não foi bem vista pelo secretário estadual de Segurança Pública, Roberto Aguiar, que fez questão de salientar que ela só será bem vinda "se estiver sob o nosso comando".
"Se for comandada pela Superintendência da Polícia Federal, ela será uma invasão federativa, um ato inconstitucional. Agradecemos a solidariedade do governo federal, mas ainda vamos discutir o assunto, vamos tentar desenhar essa força-tarefa, que não está clara. Não existe nenhuma reunião agendada. O que existe é a notícia do apoio da União ao governo do Estado", disse Aguiar.
O secretário criticou a participação das Forças Armadas no combate ao crime organizado. "Não se deve utilizar as Forças Armadas para tarefas ostensivas na cidade. Isso é tarefa da polícia."
Perguntado sobre a possibilidade de o Exército atuar na segurança, como sugeriu o ministro, ele foi enfático: "Não".
A governadora reafirmou que está tomando todas as providências para solucionar o atentado contra o prédio da Secretaria de Direitos Humanos e que está se esforçando para garantir a segurança no Estado.
"Estamos tomando todas as medidas de segurança. Agora, estratégia não se revela, caso contrário, deixa de ser estratégia."
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SABRINA PETRYda Folha de S.Paulo, no Rio
A proposta do ministro da Justiça, Miguel Reali Júnior, de criar uma força-tarefa envolvendo Forças Armadas e Polícia Federal para combater o crime organizado no Rio não agradou a governadora Benedita da Silva (PT). Ao receber hoje um telefonema do ministro, ela limitou-se a dizer que estudará a idéia.
"Eu agradeci ao ministro, mas, no momento, ainda não temos essa política determinada. Se houver alguma necessidade, nós buscaremos", afirmou a governadora, acrescentando que o Estado, por enquanto, "trabalha com a Polícia Civil e a Polícia Militar".
A força-tarefa também não foi bem vista pelo secretário estadual de Segurança Pública, Roberto Aguiar, que fez questão de salientar que ela só será bem vinda "se estiver sob o nosso comando".
"Se for comandada pela Superintendência da Polícia Federal, ela será uma invasão federativa, um ato inconstitucional. Agradecemos a solidariedade do governo federal, mas ainda vamos discutir o assunto, vamos tentar desenhar essa força-tarefa, que não está clara. Não existe nenhuma reunião agendada. O que existe é a notícia do apoio da União ao governo do Estado", disse Aguiar.
O secretário criticou a participação das Forças Armadas no combate ao crime organizado. "Não se deve utilizar as Forças Armadas para tarefas ostensivas na cidade. Isso é tarefa da polícia."
Perguntado sobre a possibilidade de o Exército atuar na segurança, como sugeriu o ministro, ele foi enfático: "Não".
A governadora reafirmou que está tomando todas as providências para solucionar o atentado contra o prédio da Secretaria de Direitos Humanos e que está se esforçando para garantir a segurança no Estado.
"Estamos tomando todas as medidas de segurança. Agora, estratégia não se revela, caso contrário, deixa de ser estratégia."
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