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Cotidiano
04/03/2009 - 20h25

Suspeitos de jogar casal em encosta são espancados por traficantes e presos no Rio

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DIANA BRITO
Colaboração para a Folha Online, no Rio

Quatro homens internados no hospital municipal Miguel Couto, no Rio, são suspeitos de assaltar e jogar um casal em uma encosta da avenida Niemeyer, em São Conrado (zona sul do Rio). Os suspeitos foram espancados por traficantes da favela da Rocinha, onde são moradores, segundo a Polícia Civil.

De acordo com a delegada Tercia Amoedo, titular da 14ª DP (Leblon), policiais militares do 23º Batalhão (Rocinha) receberam uma denúncia e foram verificar no hospital. Eles encontraram os suspeitos, com marcas de espancamentos, e ainda estavam com pertences do casal assaltado. Dois deles estão em estado grave.

"Tivemos a informação que os quatro foram espancados possivelmente pelos traficantes da Rocinha", disse a delegada.

Segundo Amoeda, ainda não foi realizada a identificação dos suspeitos. Uma das vítimas, o advogado Marcelo José Viana, 43, está a caminho da delegacia para fazer o reconhecimento. Caso os suspeitos não possam ir até a 14ª DP, fotos serão usadas na identificação. A namorada do advogado, Paula Barreto da Silva, 31, também foi acionada para realizar o reconhecimento.

A delegada informou que ainda trabalha com a hipótese de que haja mais um assaltante foragido. Ele seria o motorista de uma Pajero, que teria interceptado o carro onde estava o casal.

Crime

O casal foi abordado pelos suspeitos na avenida Epitácio Pessoa, ao sair de um restaurante na Lagoa, no começo da madrugada. Rendidos, eles foram obrigados a seguir no carro, um Audi A3, com os criminosos.

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Na avenida Niemeyer, Viana e Paula foram obrigados, pelos assaltantes, a subir na mureta na lateral da via e, depois, foram empurrados. Segundo a Polícia Militar, a queda foi amortecida pela vegetação, e as vítimas foram socorridas com ferimentos leves.

O carro do casal foi localizado em uma das entradas da favela da Rocinha. "O veículo só não entrou na favela porque quebrou, por isso nossa investigação está direcionada para a Rocinha", afirmou a delegada.

Comentários dos leitores
Renan Baggio (152) 05/03/2009 13h00
Renan Baggio (152) 05/03/2009 13h00
Elogiar traficantes, sendo as drogas a principal razão da violência animal no Rio?
Este país está perdido, mesmo...
3 opiniões
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danilo barros (67) 05/03/2009 08h25
danilo barros (67) 05/03/2009 08h25
Vejam só: os traficantes estão sendo elogiandos por terem espancados esses bandidos, agora se a polícia enconta o dedo na cara de um bandido ou arruaceiro iria aparecer um monte de gente para esculachar a polícia, dizendo que é arbitrária, que age com abuso de autoridade e mais mil coisas, bandido hoje não tem medo da polícia, essa sim que teme os bandidos, porque estes sabem que podem agir fora de controle, ja a polícia é fiscalizada por todo mundo, vejam só tem deputado até querendo acabar com o crime de desacato, vejam só qualquer um vai poder xingar um policial ou outro funcionário público de tudo quanto é nome, esse vai sempre dizer: bom dia! obrigado! Cidadão me xingar é permitido por lei, só não pode querer me bater senão te processo ja que também não posso nem colocar a mão na tua cara, apenas me defender de uma agressão! Ai ainda vem governador e quer fazer polícia comunitária, coloca um ou dois polícias numa esquina em cada bairro para ficar dando bom dia e servir para bandido testar sua mira! Esse é Brasil, terra onde só bandido é amparado pela lei, tem mil regalias, quem deve fazer cumprir a lei não tem garantia nenhuma da lei para ter efetividade em seus atos, tudo que faz pode ser enquadrado como abuso de autoridade, agora vem o presidente do supremo dizer para a polícia cumprir as ordens de reintegração, digo uma coisa: não cumpram mesmo! Se forem cumprir 50 polícias contra 500 pessoas, se eles partem pra cima da polícia não podem fazer nada pq senão processo!! 10 opiniões
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Cristiano Garcia (216) 05/03/2009 01h55
Cristiano Garcia (216) 05/03/2009 01h55
A justiça praticada pelos traficantes do morro, é mais satisfatória que a justiça pública brasileira. Esses facínoras que sobreviverem à justa punição imposta pelo governo do morro, em poucos dias estarão fora da cadeia por conta da verdadeira impunidade e ineficiencia de nossas leis. Assassinos cruéis e outros celerados, vivem saindo das prisões de modo legal, ou não, e tornam à assassinar sem piedade o cidadão de bem.
É preciso acabar com penas inócuas e ridículas, que apenas servem para zombar das vítimas e da sociedade. Tais facínoras merecem pena de morte ou prisão perpétua pelo menos.
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