Suspeitos de jogar casal em encosta são espancados por traficantes e presos no Rio
DIANA BRITO
Colaboração para a Folha Online, no Rio
Quatro homens internados no hospital municipal Miguel Couto, no Rio, são suspeitos de assaltar e jogar um casal em uma encosta da avenida Niemeyer, em São Conrado (zona sul do Rio). Os suspeitos foram espancados por traficantes da favela da Rocinha, onde são moradores, segundo a Polícia Civil.
De acordo com a delegada Tercia Amoedo, titular da 14ª DP (Leblon), policiais militares do 23º Batalhão (Rocinha) receberam uma denúncia e foram verificar no hospital. Eles encontraram os suspeitos, com marcas de espancamentos, e ainda estavam com pertences do casal assaltado. Dois deles estão em estado grave.
"Tivemos a informação que os quatro foram espancados possivelmente pelos traficantes da Rocinha", disse a delegada.
Segundo Amoeda, ainda não foi realizada a identificação dos suspeitos. Uma das vítimas, o advogado Marcelo José Viana, 43, está a caminho da delegacia para fazer o reconhecimento. Caso os suspeitos não possam ir até a 14ª DP, fotos serão usadas na identificação. A namorada do advogado, Paula Barreto da Silva, 31, também foi acionada para realizar o reconhecimento.
A delegada informou que ainda trabalha com a hipótese de que haja mais um assaltante foragido. Ele seria o motorista de uma Pajero, que teria interceptado o carro onde estava o casal.
Crime
O casal foi abordado pelos suspeitos na avenida Epitácio Pessoa, ao sair de um restaurante na Lagoa, no começo da madrugada. Rendidos, eles foram obrigados a seguir no carro, um Audi A3, com os criminosos.
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Na avenida Niemeyer, Viana e Paula foram obrigados, pelos assaltantes, a subir na mureta na lateral da via e, depois, foram empurrados. Segundo a Polícia Militar, a queda foi amortecida pela vegetação, e as vítimas foram socorridas com ferimentos leves.
O carro do casal foi localizado em uma das entradas da favela da Rocinha. "O veículo só não entrou na favela porque quebrou, por isso nossa investigação está direcionada para a Rocinha", afirmou a delegada.
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É preciso acabar com penas inócuas e ridículas, que apenas servem para zombar das vítimas e da sociedade. Tais facínoras merecem pena de morte ou prisão perpétua pelo menos.
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