Governo lança plano para acabar com déficit de médicos em hospitais do Rio
DIANA BRITO
Colaboração para a Folha Online, no Rio
Um acordo entre os governos federal e municipal pretende acabar com o déficit de médicos nos plantões dos quatro principais hospitais do Rio --Souza Aguiar, Miguel Couto, Lourenço Jorge e Salgado Filho-- e melhorar a assistência nas unidades que, juntas, atendem cerca de 2.000 pessoas por dia. As medidas foram anunciadas na manhã desta sexta-feira pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e pelo secretário municipal de Saúde, Hans Dohman.
O principal objetivo do novo plano é contratar cerca de mil médicos para preencher 30 vagas por plantão. Atualmente, existem 580 profissionais que trabalham nos plantões desses hospitais, com um déficit de cerca de 390 médicos, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.
De acordo com o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), a contratação dos profissionais ficará por conta do RH (Recursos Humanos) da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). Segundo o órgão, a seleção será feita por meio de concurso público, e o edital já será divulgado a partir da semana que vem.
"Vai ser uma seleção pública com transparência, onde terá prioridade os profissionais que hoje são cooperativados e que tiveram um bom desempenho", afirmou o secretário municipal de Saúde.
Dohman falou da diferença do novo plano para os antigos elaborados pela prefeitura: "o diferencial desse projeto é que ele tem uma perspectiva de longo prazo estruturante que avança na gestão de saúde. A gente acaba focando nas emergências porque obviamente é onde a população está mais sensível".
O ministro da Saúde afirmou que a intenção do programa é melhorar o atendimento nas emergências, além de ampliar a cobertura do Programa Saúde da Família. Ainda segundo ele, o plano inclui melhorias nas UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento).
"Nós vamos ampliar o número de UPAs no Estado do Rio de Janeiro. Serão mais de 20 UPAs dentro das 500 que nós vamos fazer em todo o Brasil, mas eu chamo a atenção que sem o fortalecimento da rede de atenção primária através do Programa Saúde da família com qualidade, a solução vai ser precária", disse o ministro.
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