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Cotidiano
08/03/2009 - 09h28

Cardeal do Vaticano defende excomunhão da mãe de menina que fez aborto

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da Agência Folha, em Recife
da Folha de S.Paulo

O cardeal Giovanni Battista Re, presidente da comissão pontifícia para a América Latina do Vaticano, defendeu ontem a excomunhão da mãe da menina de nove anos que abortou gêmeos, após ser estuprada e engravidada pelo padrasto em Alagoinha (230 km de Recife).

"É um caso triste, mas o verdadeiro problema é que os gêmeos concebidos eram pessoas inocentes que tinham o direito à vida e não podiam ter sido eliminados", afirmou Re ao jornal italiano "La Stampa", ontem.

Segundo o cardeal, os ataques à igreja brasileira são injustificáveis. "A excomunhão dos que provocaram o aborto é justa, porque a operação é a supressão de uma vida inocente."

Ontem, o arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deveria procurar assessoria teológica para falar com mais propriedade sobre religião. Na última sexta, Lula disse lamentar o posicionamento "conservador" do religioso, que excomungou a mãe. Os médicos que realizaram o procedimento também foram excomungados.

O religioso fez a declaração após missa de abertura da Campanha da Fraternidade, em Recife, celebrada pelo presidente da regional da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), dom Antônio Muniz, arcebispo de Maceió.

Para o arcebispo, os excomungados podem deixar essa condição ao se arrependerem e serem absolvidos em confissão. Anteontem, dom José declarou à reportagem que o aborto é mais grave que o estupro, e por isso a Igreja Católica condena o primeiro caso com a excomunhão automática.

A menina de nove anos, que estava com cerca de quatro meses de gravidez de gêmeos, está em um abrigo em local não divulgado, com a mãe. O padrasto dela confessou na semana passada que abusava sexualmente da menina e da irmã dela, de 14 anos, havia cerca de três anos. Ele está preso desde o dia 27.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
Luiz U Fernandes Fernandes (11) 24/03/2009 10h05
Luiz U Fernandes Fernandes (11) 24/03/2009 10h05
Sr.Mateus de Salles Penteado,
Fé não se discute, citando Kardek 'Fé inabalavel é somente aquela, que encara face a face a razão em qualquer época da humanidade'. Dar trela aos ateus esclarecidos é compreensivo, mas não ligue para comentários insolentes que pretendem ridicularizar os que creêm.
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Arcelino Pereira (8) 23/03/2009 14h06
Arcelino Pereira (8) 23/03/2009 14h06
Sr Mateus de Salles Penteado,
Por favor, não me faça rir novamente. Dizer que a maioria dos cientistas acredita em deus... aí já é demais. Cientistas se baseiam em provas, e não em crenças. Continuo afirmando que as religiões se baseiam em fatos históricos escritos do "disse que me disse". Bom... não vou ficar dando "murro em ponta de faca", discutindo com pessoas que só se baseiam em crenças.
Abraços... e passar bem !
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Mateus de Salles Penteado (4) 23/03/2009 08h48
Mateus de Salles Penteado (4) 23/03/2009 08h48
Sr. Arcelino Pereira, o dicionário diz que o verbo "banir" é sinônimo de "expulsar", "eliminar", "abolir", "proibir que se continue a fazer parte da sociedade". E o sr. havia afirmado que as religiões deviam ser "banidas". Portanto, não me diga que não entendi seu post. Sua posição, além de intolerante, não é científica e sim ideológica. E ideologia não é ciência. Em vez de rir, o sr. deveria conhecer mais o cristianismo, a fim de não equipará-lo com fábulas como duendes e unicórnios. O cristianismo é uma fé em testemunhos históricos sobre fatos reais. O sr. pode ou não acreditar neles - e respeito isso - mas, por favor, não me diga que crer é irracional. De resto, a maioria dos cientistas crê em Deus. 7 opiniões
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