PMs são presos por suspeita de cobrar propina de perueiros e da máfia do jogo em SP
da Folha Online
A Justiça Militar decretou nesta quinta-feira (12) a prisão preventiva de mais quatro policiais militares do 31º Batalhão da Polícia Militar, que atua na região de Guarulhos (Grande SP) por suspeita de cobrarem propina de perueiros irregulares e da máfia do jogo nas cidades de Arujá, Itaquaquecetuba e Santa Isabel --na Grande São Paulo.
No início do mês, outros cinco PMs já haviam sido presos sob suspeita de envolvimento com o caso. Entre os presos há um major da PM, Altair do Carmo Silva, então capitão. Todos os suspeitos negam as acusações.
De acordo com o coronel Wagner Cesar Gomes de Oliveira Tavares Pinto, comandante do CPA-M7 ( Policiamento de Área Metropolitano-7), as investigações sobre o caso começaram no ano passado, após denúncias apontarem um esquema de corrupção na região. Porém, as prisões dos policiais só foram decretadas a partir de informações passadas pelo primeiro-tenente Antonio Domingos de Souza Neto, beneficiado com o direito da delação premiada.
De acordo com domingos, os policiais receberiam propina mensal de integrantes da máfia dos caça-níqueis e dos bingos. Segundo a delação premiada, a tenente-coronel Elizabete Soliman, que comandava a unidade à época, também arrecadava dinheiro da máfia. Soliman não teve a prisão preventiva decretada por, segundo o coronel Tavares Pinto, "ausência de provas" contra ela.
"São denúncias que ainda temos que apurar. Se forem comprovadas as acusações, vamos pedir a sua prisão preventiva", afirmou.
Segundo o com o coronel da PM Paulo Menegucci, além do inquérito militar aberto para apurar as denúncias contra os suspeitos, a polícia irá instaurar um processo administrativo contra os policiais. De acordo com o coronel, o próprio Souza Neto --responsável pelas denúncias-- deve ser demitido da organização. O caso também deve ser apurado pela Corregedoria da PM.
Em entrevista concedida na tarde desta sexta-feira, o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Ronaldo Marzagão, classificou as acusações como "graves", mas disse que o caso é uma "exceção e não uma regra".
Os policiais estão presos no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo.
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