Após um ano da morte, mãe usa trabalho para superar ausência de Isabella
PAULO TOLEDO PIZA
Colaboração para a Folha Online
Um ano após a morte de a filha Isabella, a bancária Ana Carolina Oliveira tenta aos poucos se adaptar a sua nova rotina. Em entrevista à Folha Online, por e-mail, Oliveira ressaltou o papel da fé, dos amigos e do trabalho neste último ano. "Lidar com a ausência [de Isabella] não é fácil", afirmou.
| Reprodução |
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| Ana Carolina Cunha de Oliveira e a filha, Isabella, 5, que foi jogada do sexto andar do edifício London, na zona norte de São Paulo |
Isabella Oliveira Nardoni, 5, foi assassinada na noite de 29 de março do ano passado, após ser esganada e atirada da janela do apartamento do pai, Alexandre Nardoni, na zona norte de São Paulo. Ele e sua mulher, Anna Carolina Jatobá, são acusados de matar a criança. Apesar de negarem o crime, os dois estão presos em penitenciárias em Tremembé, no interior de São Paulo.
O último ano foi muito difícil para Oliveira. Na adaptação à nova vida, contou com o auxílio dos amigos e da família. "Eles me ajudaram muito, pois um dava apoio ao outro para não despencarmos. São pessoas especiais e que tenho muito amor."
Questionada a respeito do papel da fé nesses últimos doze meses, afirmou: "A fé é muito importante, é ela que faz você seguir em frente todos os dias e acreditar que Deus é justo."
Além do carinho dos conhecidos e da crença em Deus, o trabalho também auxiliou na superação da dor. "Este é o único momento da minha vida em que consigo me distrair", contou.
Oliveira negou ter planos para um futuro próximo. Em longo prazo, porém, pretende ter mais um filho. "Desejo sim ser mãe novamente. Ter um outro filho para poder amá-lo assim como amei e amo minha princesa", disse.
Carinho do público
Muito filmada e fotografada, principalmente nos meses posteriores à morte da filha, Oliveira é até hoje reconhecida e abordada na rua por curiosos. "Algumas pessoas se aproximam mas ficam receosas de falar alguma coisa, outras apenas apontam e soltam um simples e carinhoso sorriso."
Neste último ano, recebeu diversas mensagens e cartas com palavras de apoio e carinho. A essas pessoas, Oliveira demonstra toda a sua gratidão nas últimas palavras da entrevista. "Gostaria apenas de agradecer o carinho e a consideração das pessoas em cada mensagem, em cada ligação, em cada gesto, pois aí percebemos que ainda existem pessoas boas neste mundo."
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