03/07/2002
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20h06
Começou hoje o cadastramento das pessoas que moram ao redor das bases 1 e 2 da Shell, na Vila Carioca, zona sul de São Paulo. Com o cadastro, será possível verificar sob o ponto de vista epidemiológico e toxicológico a exposição da população a agentes contaminantes no lençol freático e no solo.
Previsto para iniciar-se ontem, o cadastramento foi adiado devido uma reunião extra realizada à tarde junto aos advogados representantes dos moradores de Vila Carioca para discutir detalhes do encaminhamento dos trabalhos de cadastramento da Vigilância Sanitária.
Com o cadastramento e com base em parecer do Sistema Estadual de Toxicovigilância (Setox) serão definidas possíveis medidas de intervenção ou, se necessário, novas avaliações.
A população sugeriu à Vigilância Sanitária que possa trabalhar no
cadastramento como voluntária. Ficou acertado que os voluntários acompanhariam os trabalhos junto aos técnicos da Vigilância Sanitária.
Contaminação
O Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo confirmou a existência de contaminação por pesticidas e solventes fora da área da Shell na Vila Carioca.
O órgão analisou amostras de água coletadas em quatro poços vizinhos à unidade de armazenamento de combustíveis da Shell. Em dois deles foi constatada a presença de dieldrin (tipo de pesticida) e tetracloroeteno (solvente utilizado para a limpeza de reservatórios de combustível) acima do limite tolerado pela Vigilância.
No único poço direcionado ao consumo humano dentre os analisados (o do condomínio Auri Verde), o nível de dieldrin chegou a 0,327 micrograma do pesticida por litro de água, quando o limite seria de 0,03 micrograma.
No caso do tetracloroeteno, o limite foi extrapolado em 50%: havia 62 microgramas do solvente por litro de água, quando o tolerado seriam 40 microgramas.
A base da Shell na Vila Carioca existe desde 1951 e é a causa do que pode ser a maior contaminação ambiental da cidade.
Começa cadastramento de moradores da Vila Carioca
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da Folha OnlineComeçou hoje o cadastramento das pessoas que moram ao redor das bases 1 e 2 da Shell, na Vila Carioca, zona sul de São Paulo. Com o cadastro, será possível verificar sob o ponto de vista epidemiológico e toxicológico a exposição da população a agentes contaminantes no lençol freático e no solo.
Previsto para iniciar-se ontem, o cadastramento foi adiado devido uma reunião extra realizada à tarde junto aos advogados representantes dos moradores de Vila Carioca para discutir detalhes do encaminhamento dos trabalhos de cadastramento da Vigilância Sanitária.
Com o cadastramento e com base em parecer do Sistema Estadual de Toxicovigilância (Setox) serão definidas possíveis medidas de intervenção ou, se necessário, novas avaliações.
A população sugeriu à Vigilância Sanitária que possa trabalhar no
cadastramento como voluntária. Ficou acertado que os voluntários acompanhariam os trabalhos junto aos técnicos da Vigilância Sanitária.
Contaminação
O Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo confirmou a existência de contaminação por pesticidas e solventes fora da área da Shell na Vila Carioca.
O órgão analisou amostras de água coletadas em quatro poços vizinhos à unidade de armazenamento de combustíveis da Shell. Em dois deles foi constatada a presença de dieldrin (tipo de pesticida) e tetracloroeteno (solvente utilizado para a limpeza de reservatórios de combustível) acima do limite tolerado pela Vigilância.
No único poço direcionado ao consumo humano dentre os analisados (o do condomínio Auri Verde), o nível de dieldrin chegou a 0,327 micrograma do pesticida por litro de água, quando o limite seria de 0,03 micrograma.
No caso do tetracloroeteno, o limite foi extrapolado em 50%: havia 62 microgramas do solvente por litro de água, quando o tolerado seriam 40 microgramas.
A base da Shell na Vila Carioca existe desde 1951 e é a causa do que pode ser a maior contaminação ambiental da cidade.

