Justiça de São Paulo decide manter pichadora da Bienal em liberdade
da Folha Online
A Justiça de São Paulo decidiu nesta quinta-feira que Caroline Pivetta, acusada de pichar o prédio da Bienal no ano passado, deve permanecer em liberdade. O habeas corpus foi julgado pela 14ª Câmara. Segundo o Tribunal de Justiça, dois desembargadores votaram pela manutenção da liberdade e um, contra.
O julgamento deveria ter ocorrido em março, mas o advogado dela, Augusto de Arruda Botelho, pediu adiamento porque tinha uma audiência na mesma hora.
Em audiência realizada em fevereiro último, Caroline disse à juíza Márcia Tessitore, da 4ª Vara Criminal do Fórum da Barra Funda, que o ato de pichar o andar vazio da 28ª Bienal de São Paulo foi uma manifestação artística.
| Choque 26.out.2008/Folha Imagem | ||
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| Caroline e outros dois jovens picham as paredes do prédio da Bienal, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer |
Na ocasião, também foram ouvidas cinco testemunhas de acusação e uma da defesa do jovem Rafael Vieira Camargo Martins, 28, que também participou da pichação.
Na denúncia do Ministério Público do Estado de São Paulo, Caroline é acusada de se associar a "milicianos" com fins de "destruir as dependências do prédio". Ela foi solta no dia 19 de dezembro pelo Tribunal de Justiça após ter dois habeas corpus para sua liberação negados.
Em janeiro, ela foi presa novamente. Suspeita de tentar furtar uma loja na zona sul de São Paulo, ela foi solta cinco dias depois.
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