Secretário de Alagoas culpa drogas e pistolagem por violência
CRISTINA MORENO DE CASTRO
CÍNTIA ACAYABA
da Agência Folha
O secretário da Segurança de Alagoas, José Paulo Rubim, levanta alguns pontos que podem explicar o alto índice de homicídios no Estado. "Aqui há uma cultura de pistolagem, matadores de aluguel e muito crack na área de exclusão social. Há um alto índice de excluídos na periferia de Maceió. Podemos relacionar [as taxas] ao envolvimento com drogas, principalmente o crack, e mais entre os jovens de 16 a 25 anos, onde falta emprego, educação etc.", afirma.
Para Rubim, as estatísticas policiais melhoraram. "Fizemos um mapeamento completo, desde o ano passado, que tem locais dos crimes, tipos de arma usada e de vítima. Com tudo isso mapeado, pudemos congestionar essas áreas com policiamento."
Segundo dados no site da secretaria, houve redução de 15% no número de vítimas de crimes violentos letais nos dois primeiros meses deste ano em relação ao mesmo período do ano passado.
O secretário da Segurança do Espírito Santo, Rodney Miranda, também reconhece que a taxa de homicídios no Estado é elevada. "É uma trajetória que vem se mantendo há muitos anos", diz.
Ele vê nos assassinatos os maiores problemas de segurança no Estado que, segundo Miranda, tem números baixos de outros crimes, como sequestro relâmpago e roubos. O secretário afirma que a secretaria combate a criminalidade. Segundo ele, só no ano passado 34 mil pessoas foram presas.
Miranda, no entanto, diz que o Brasil não tem uma "metodologia de coleta de dados que permita comparar um Estado com outro". "Nosso Estado é pequeno e nós publicamos todos os dados", afirma.
Segundo o Ministério da Justiça, "a iniciativa, autonomia e responsabilidade sobre políticas de segurança pública é dos Estados".
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