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Cotidiano
15/04/2009 - 09h23

Fumo está liberado em quarto de hotel em São Paulo

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da Folha de S.Paulo

Dúvida de muitos fumantes, a nova lei antitabagista aprovada na semana passada pela Assembleia de São Paulo exclui, no entendimento da Secretaria de Estado da Saúde, quartos de hotéis e de motéis da proibição --a lei veta o uso do cigarro em áreas comuns e de uso coletivo.

Nova lei limita fumo em São Paulo; veja as restrições

Com isso, os proprietários desses estabelecimentos estarão livres da fiscalização, segundo a secretaria, que considera os quartos de hotéis e de motéis um espaço individual, comparáveis a condomínios residenciais --nas áreas de uso comum, como o salão de festas, o fumo é proibido; nos apartamentos, o cigarro é liberado.

Apesar de o artigo 2º citar "hotéis e pousadas" entre os locais de proibição, a lei não se refere aos quartos. A regulamentação, sem previsão de ocorrer, deve tratar desses detalhes.

Segundo a médica Irma de Godoy, coordenadora da comissão de tabagismo da SBPT (a sociedade brasileira de pneumologia), o cheiro que fica no ambiente não faz mal à saúde.

"O cheiro que fica impregnado num quarto não tem partículas em suspensão no ar, então não é prejudicial", diz.

Do ponto de vista legal, o advogado Mário Albanese, presidente da Adesf (Associação em Defesa da Saúde do Fumante), diz que os quartos de hotéis e de motéis equivalem à residência, onde o fumo está liberado. "Num quarto de hotel, seguindo esse princípio, quem manda é o hóspede. O cigarro pode ocasionar incêndio, mas isso é outra coisa."

Foi o que fez a rede de hotéis Ibis, a primeira a banir os andares de fumantes. Um aviso de que o ambiente é "100% livre de fumo" foi pendurado nos corredores. A patrulha é feita por um detector de fumaça nos quartos. Quando alguém acende um cigarro, a recepção e a segurança são avisadas.

A Apam (a associação dos motéis) diz ver com "preocupação" a nova lei e que o Estado não tem competência para fiscalizar as suítes. "Imagina alguém bater na porta de uma suíte: o casal pode estar fazendo algo que não é bom interromper. Fumar depois do sexo é rotina", diz José Albino Alves Carreira, presidente da Apam.

Comentários dos leitores
Sergio Lavinas (204) 26/11/2009 15h38
Sergio Lavinas (204) 26/11/2009 15h38
"Fiscais da lei antifumo em SP dizem não receber desde setembro"
Já não recebem a dois meses!
Como será que estão conseguindo sobreviver?
Será que eles tem um segundo emprego?
Será que eles tem filhos e filhas que os sustentam?
Como será que eles vivem?
sem opinião
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Edivaldo Cardoso (109) 26/11/2009 11h11
Edivaldo Cardoso (109) 26/11/2009 11h11
Concordo com todos os comentarios,contra e a favor,pois sou pela democracia e democracia pressupõe o direito de ir e vir,de opinião,de fumar ou não,estejam certos ou errados em suas opiniões,pois cada um acha que é o certo e assim cada um defende seus direitos,suas teses,suas ideologias o que não se pode é castrar o direito do proximo, graças a Deus ainda temos uma imprensa livre,mesmo quando ela divulga asneiras.Mas o que me traz aqui não é falar contra ou a favor das leis anti-fumo (fumo? grande mentira porque as fabricas com anuencia dos governos fabricam cigarros com tudo menos com tabaco) vim lembrar o governador sobre os salarios dos seus cabos eleitorais,porque no fundo eu vejo esses fiscais contratados no estado todo,mais com fins politicos partidarios, ele que tome cuidado porque o tiro pode sair pela culatra. 1 opinião
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Jayme Elias Bentolila (130) 26/11/2009 10h15
Jayme Elias Bentolila (130) 26/11/2009 10h15
Assim começa a corrupção, os caras ficam sem receber depois dizem que vão autuar criando dificuldades para vender facilidades e se não pedem insinuam que podem aliviar e recebem uma graninha extra. sem opinião
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