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Cotidiano
15/04/2009 - 11h37

Empresa demite 4 funcionários por agressão contra passageiros de trens no Rio

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colaboração para a Folha Online

A SuperVia --concessionária que administra o transporte ferroviário no Rio-- demitiu, nesta quarta-feira, quatro funcionários sob acusação de terem agredido passageiros com socos e chicotadas durante a greve dos ferroviários, iniciada nesta segunda-feira (13). Os funcionários estavam afastados e foram demitidos após um "processo administrativo de investigação".

Em outra nota divulgada hoje, a empresa informou que os funcionários "são orientados a coibir tentativas de depredação ao patrimônio público, atos de vandalismo e condutas que coloquem em risco os demais passageiros e a operação regular dos trens", mas "as ações dos vândalos não servem de razão para reações violentas" por parte dos funcionários. As imagens foram registradas numa estação em Madureira, na zona norte da cidade.

A assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Transportes do Rio de Janeiro não soube informar quais medidas a pasta irá tomar acerca das denúncias.

Em assembleia realizada na noite de terça (14), o sindicato dos ferroviários decidiu não acatar as propostas da concessionária e manter a greve, iniciada à 0h de segunda.

A paralisação começou como um protesto contra os constantes acidentes na linha férrea. Os trabalhadores reivindicam melhores condições de trabalho e alegam haver falta de segurança devido à manutenção precária dos trens.A Supervia estima que ao menos 60% dos funcionários tenham aderido à paralisação, que afeta mais de 120 mil usuários.

Reprodução/TV Globo
Funcionários da SuperVia são flagrados agredindo passageiros com socos e chicotadas durante greve no Rio
Funcionários da SuperVia são flagrados agredindo passageiros com socos e chicotadas durante greve no Rio

Ontem, a concessionária apresentou uma série de propostas à categoria, como contratar 20 profissionais para coibir atos de vandalismo, e outros 20 técnicos para a manutenção de defeitos na rede. A expectativa da empresa era que a greve fosse encerrada diante das propostas, que deveriam entrar em vigor ainda este ano.

Porém, de acordo com o secretário geral do sindicato dos ferroviários, Pedro Ricardo de Oliveira Neto, as propostas deixam de fora alguns pontos importantes, como a recontratação dos funcionários demitidos desde o início da greve.

Justiça

A SuperVia informou que vai recorrer à Justiça nesta quarta-feira para pedir que os funcionários voltem ao trabalho. Na tarde de segunda, uma audiência de conciliação foi realizada no TRT (Tribunal Regional do Trabalho), mas nenhum acordo foi fechado entre a concessionária e o sindicato.

Durante audiência, o TRT-RJ determinou que o sindicato garantisse o efetivo de 60% dos funcionários trabalhando nos horários de pico --das 4h30 às 8h30 e das 16h30 às 20h30-- e o efetivo de 40% nos demais horários, podendo ser multado em R$ 50 mil, por dia, devido ao descumprimento.

Mesmo com a determinação, a SuperVia afirma que o efetivo de maquinistas está inferior ao determinado pelo órgão.

Em nota, a Comissão de Transportes da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) afirmou que irá realizar ainda esta semana uma audiência pública para discutir os problemas dos ferroviários.

 

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