22/07/2002
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08h44
O filme "Cidade de Deus", baseado no livro homônimo de Paulo Lins, obrigou moradores de comunidades carentes a encarar a realidade da violência que, muitas vezes, preferem não ver.
Apesar da euforia que tomou conta do elenco -formado por 200 pessoas, a maioria crianças e adolescentes de favelas do Rio-, após uma sessão exibida especialmente para o grupo, o sentimento de desolação ficava evidente quando eles eram questionados sobre mudanças que a obra poderia gerar nos locais em que vivem.
Para a co-diretora Katia Lund, o filme mostra "o inferno e o desperdício de vidas". Busca-pé, um menino pobre, morador da favela e que sonha em ser fotógrafo, é o narrador da trama.
Para Luiz Otávio Fernandes, 14, que faz o personagem, o filme mostra "a realidade da favela para as pessoas que estão "embaixo" e que não fazem idéia de como é".
Leandro Firmino Da Hora, 24, que interpreta o traficante Zé Pequeno, teme que o filme não seja bem recebido pelos moradores. "O filme mostrou uma época e, infelizmente, é fiel a uma realidade que existiu e existe."
Filme retrata violência em conjunto habitacional do Rio
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da Folha de S.Paulo, no RioO filme "Cidade de Deus", baseado no livro homônimo de Paulo Lins, obrigou moradores de comunidades carentes a encarar a realidade da violência que, muitas vezes, preferem não ver.
Apesar da euforia que tomou conta do elenco -formado por 200 pessoas, a maioria crianças e adolescentes de favelas do Rio-, após uma sessão exibida especialmente para o grupo, o sentimento de desolação ficava evidente quando eles eram questionados sobre mudanças que a obra poderia gerar nos locais em que vivem.
Para a co-diretora Katia Lund, o filme mostra "o inferno e o desperdício de vidas". Busca-pé, um menino pobre, morador da favela e que sonha em ser fotógrafo, é o narrador da trama.
Para Luiz Otávio Fernandes, 14, que faz o personagem, o filme mostra "a realidade da favela para as pessoas que estão "embaixo" e que não fazem idéia de como é".
Leandro Firmino Da Hora, 24, que interpreta o traficante Zé Pequeno, teme que o filme não seja bem recebido pelos moradores. "O filme mostrou uma época e, infelizmente, é fiel a uma realidade que existiu e existe."
