Justiça nega liberdade a acusado de envolvimento no furto ao BC em Fortaleza (CE)
colaboração para a Folha Online
O Tribunal Regional Federal da 5ª Região, em Recife, negou liberdade a um dos acusados de participar do furto ao Banco Central de Fortaleza (CE), ocorrido em agosto de 2005. A decisão foi tomada na última quinta-feira (16), mas só foi divulgada nesta quarta (22). Na ocasião do furto, foram levados R$ 164,8 milhões.
Jorge Luiz da Silva está preso desde 25 de setembro do ano passado sob acusação de furto qualificado, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. No pedido de liberdade, a defesa dos réus alegou excesso de prazo de prisão, visto que a instrução criminal deveria ter se encerrado na segunda quinzena de dezembro do ano passado.
Ainda de acordo com a defesa, não existe justificativa para o decreto da prisão preventiva do acusado, já que ele tem bons antecedentes, residência fixa e profissão definida.
O relator do processo, desembargador federal Vladimir Souza Carvalho, entendeu, entretanto, que a prisão preventiva deveria ser mantida para garantir a ordem pública, continuidade das investigações e para assegurar a correta aplicação penal.
Segundo o relator, o acusado desempenhou um papel fundamental dentro da organização criminosa. O voto de Carvalho foi seguido pelos demais membros da Terceira Turma, desembargadores federais Geraldo Apoliano e Paulo Roberto de Oliveira Lima.
Furto ao BC
O furto à sede do BC em Fortaleza ocorreu entre os dias 5 e 6 de agosto de 2005. Foram levados, ao todo, R$ 164,8 milhões em cédulas de R$ 50 que somavam aproximadamente 3,5 toneladas.
Os ladrões surpreenderam a polícia por sua engenhosidade. Eles invadiram a caixa-forte do banco por meio de um túnel cavado a partir de uma casa da região. O imóvel foi reformado e as escavações ocorriam sob a fachada de uma empresa de gramas sintéticas, o que justificava a saída de terra.
O túnel usado tinha cerca de 80 metros de extensão e era revestido de madeira e lona plástica. Ele contava ainda com sistemas de iluminação elétrica e ventilação. Quando atingiram a caixa-forte, os ladrões ainda perfuraram o piso de 1,1 metro de espessura.
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