Duas cidades decretam emergência devido a chuvas em SC; 3.500 estão desalojados
Colaboração para a Folha Online
As chuvas que atingem áreas de Santa Catarina desde o início da semana fizeram os municípios Governador Celso Ramos e Penha decretarem situação de emergência na quinta-feira (23). Até a manhã desta sexta, 3.532 pessoas estavam foram de suas casas devido aos temporais.
Em Governador Celso Ramos, as fortes chuvas causaram enchentes nos bairros Palmas, Fazenda da Armação, Armação da Piedade, Ganchos do Meio, Calheiros, Canto dos Ganchos, Jordão, Areias do Meio, Areias de Cima, Costeira e Caieira.
| PMB-assessoria de imprensa |
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| Bombinhas (SC) tem ruas danificadas e pessoas desalojadas devido às chuvas |
Além dos problemas em resistência, a prefeitura destaca a ocorrência de queda de barreiras e falta d'água em algumas localidades. Dois postos de saúde --dos bairros Calheiros e Jordão-- tiveram que ser parcialmente interditados.
Outras oito cidades também registraram problemas em decorrência das chuvas. São elas: Florianópolis, Biguaçu, Bombinhas, Palhoça, Porto Belo, Balneário Camboriú, Itajaí e Itapema. De acordo com a Defesa Civil, 1.195 residências sofreram danos.
Em Bombinha, a prefeitura registra dois bairros totalmente isolados, sendo eles Canto Grande e Mariscal. Um total de 30 famílias também teve que deixar suas casas e foram levadas para a Escola Municipal Dilma Mafra, que está funcionando como abrigo.
Já em Balneário Camboriú, o hospital Santa Inês voltou a sofrer com o deslizamento de terra. O hospital foi interditado em novembro do ano passado, e após reforma voltou a ser atingido pela terra de um barranco, localizado atrás do hospital. Segundo a Defesa Civil, alguns pacientes tiveram que ser removidos por precaução, mas já retornaram ao hospital.
Retrospecto
No final do ano passado, as chuvas provocaram 135 mortes no Estado --na maior tragédia climática já registrada em Santa Catarina.
A situação vivenciada nos últimos dias difere daquela época, segundo a Defesa Civil. A lógica é que a chuva que assolou várias áreas do Estado em 2008 era contínua desde setembro daquele ano. Com isso o ápice dos estragos --deslizamentos, cidades inteiras debaixo de água, estradas e casas destruídas-- se deu após cerca de 90 dias de precipitação intensa.
A situação é diferente neste ano. Não há uma continuidade das chuvas. Entretanto, como o solo ainda sofre os reflexos do que ocorreu em 2008, qualquer volume de chuva poderá provocar estragos.
É o que ocorreu na quarta-feira (22) em Florianópolis. No centro da cidade houve um deslizamento em uma área de risco que provocou a destruição de duas casas --sendo uma delas desocupada-- que obrigou quatro pessoas da mesma família a se alojarem em casas de parentes.
A estimativa da Defesa Civil do Estado é que a situação de fragilidade do solo perdure ao menos até o final deste ano.
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