Policiais são processados por extorsão em São Paulo
Colaboração para a Folha Online
A Justiça abriu processo na segunda-feira (27) contra uma quadrilha especializada em extorsão formada por policiais federais e ex-policiais. O bando, composto por sete pessoas, foi desbaratado pela operação Persistência, da PF (Polícia Federal). A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público Federal.
Um dos integrantes do bando, um ex-sargento da PM (Polícia Militar) expulso da corporação por ter planejado a morte de um delegado, com o auxílio de dois comparsas, passava aos seus comparsas informações sobre veículos contendo produtos contrabandeados ou drogas e empresas relacionadas ao tráfico/contrabando.
Com essas informações em mãos, dois agentes da PF e dois ex-policiais civis iam até as empresas e exigiam propina. A operação da PF identificou três casos de concussão (extorsão cometida por funcionário público) contra empresários de São Paulo.
Em dois dos casos as vítimas se negaram a pagar propina. Contrariados, os acusados as intimidavam dizendo que iriam persegui-las. Em um dos casos, porém, um empresário abordado chegou a pagar R$ 10 mil ao bando para se livrar de uma "investigação".
Quando a operação da PF foi realizada, foi apreendido com o bando um sinalizador luminoso e um tubo de spray de pimenta de uso exclusivo da polícia. Os dois agentes da PF envolvidos usavam suas armas e distintivos durante as abordagens.
Os sete acusados deverão responder por formação de quadrilha; os policiais e ex-policiais também responderão por concussão, conforme a procuradoria.
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